Brasil teve 66 crianças e adolescentes desaparecidos por dia em 2025
No ano passado, mais de 23 mil jovens sumiram, sendo a maior parte deles do sexo feminino; São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais foram os estados com maior número de casos
O Brasil registrou 23.919 casos de crianças e adolescentes desaparecidos em 2025. As informações constam no painel apresentado pelo Sinesp (Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública), que usa dados enviados pelos estados do país.
O número de mais de 20 mil ocorrências representa 66 desaparecimentos de menores de 18 anos por dia, média 8% maior que a de 2024.
Outro dado relevante é o sexo dos jovens desaparecidos. O levantamento apontou que a maior parte das crianças e adolescentes que sumiram eram do sexo feminino (61% - 14.658 pessoas). Já a outra parcela, é representada por 9.159 pessoas do sexo masculino, o que totalizou 38%. Outros 102 casos não tinham dados sobre o recorte.
Estados com mais casos
O estado de São Paulo aparece como a federação com o maior número de casos de crianças e adolecentes desaparecidos. No total, foram registrados 5.015 jovens que sumiram.
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Logo atrás estão Rio Grande do Sul, com 3.102 casos, e Minas Gerais com 2.487.
Se considerado o tamanho da população, o cenário muda. Ao levar como base os números nesse recorte, o estado de Roraima aparece em primeiro lugar, já que concentra uma taxa de 40 crianças e adolescentes desaparecidos por 100 mil habitantes.
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O Rio Grande do Sul continua como segundo colocado (28) e o Amapá aparece em seguida (24).
Recorde e total de desaparecidos
Ao considerar todas as faixas etárias, o ano de 2025 registrou, no total, mais de 84 mil pessoas desaparecidas. O valor representa uma média de 232 desaparecimentos por dia.
Esse é o maior número da série histórica, que é contabilizada desde 2015 pelo painel. Veja abaixo os maiores registros:
- 2025 - 84.760
- 2024 - 81.406
- 2019 - 81.306
- 2018 - 81.088
- 2017 - 80.493
Veja taxas por estado
- São Paulo: 20.546 casos - taxa de 44,59 desaparecidos (por 100 mil habitantes)
- Minas Gerais: 9.139 casos - taxa de 42,72 desaparecidos
- Rio Grande do Sul: 7.611 casos - taxa de 67,75 desaparecidos
- Paraná: 6.455 casos - taxa de 54,29 desaparecidos
- Rio de Janeiro: 6.331 casos - taxa de 36,76 desaparecidos
- Santa Catarina: 4.317 casos - taxa de 52,73 desaparecidos
- Bahia: 3,929 casos - taxa de 26,42 desaparecidos
- Goiás: 3.631 casos - taxa de 48,91 desaparecidos
- Pernambuco: 2.745 casos - taxa de 28,71 desaparecidos
- Ceará: 2.578 casos - taxa de 27,81 desaparecidos
- Espírito Santo: 2.421 casos - taxa de 58,66 desaparecidos
- Distrito Federal: 2.235 casos - taxa de 74,58 desaparecidos
- Mato Grosso: 2.112 casos - taxa de 54,24 desaparecidos
- Pará: 1.238 casos - taxa de 14,21 desaparecidos
- Maranhão: 1.182 casos - taxa de 16,84 desaparecidos
- Rondônia: 1.018 casos - taxa de 58,11 desaparecidos
- Amazonas: 982 casos - taxa de 22,72 desaparecidos
- Paraíba: 929 casos - taxa de 22,31 desaparecidos
- Rio Grande do Norte: 775 casos - taxa de 22,43 desaparecidos
- Piauí: 744 casos - taxa de 21,98 desaparecidos
- Alagoas: 729 casos - taxa de 21,98 desaparecidos
- Sergipe: 728 casos - taxa de 31,66 desaparecidos
- Tocantins: 609 casos - taxa de 38,38 desaparecidos
- Roraima: 577 casos - taxa de 78,1 desaparecidos
- Acre: 413 casos - taxa de 46,7 desaparecidos
- Amapá: 408 casos - taxa de 50,59 desaparecidos
- Mato Grosso do Sul: 378 casos - taxa de 12,92 desaparecidos
*Sob supervisão de Tonny Aranha

