Brasileiros veem meio ambiente como tema menos urgente, diz pesquisa

Segurança pública, saúde e educação lideram ranking de prioridades, segundo pesquisa do instituto Real Time Big Data

Thomaz Coelho, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
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A pauta ambiental ocupa o último lugar entre as prioridades da população brasileira em pesquisa do instituto Real Time Big Data. Apenas 4% dos entrevistados consideram o meio ambiente a principal preocupação que o governo federal deveria ter neste momento.

O estudo, divulgado nesta quinta-feira (13), ouviu 1.500 pessoas entre os dias 11 e 12 de novembro de 2025, com margem de erro de três pontos percentuais.

Os temas que lideram o ranking de prioridades são segurança pública (27%), saúde (23%) e educação (20%). Em seguida aparecem economia (16%) e desenvolvimento social (10%).

Para este levantamento, a pergunta realizada foi: "Qual você acha que deveria ser a prioridade do Governo Brasileiro neste momento?"

A pesquisa também aponta que 70% não acreditam que a COP30 no Brasil vá gerar ações efetivas no enfrentamento global à crise climática, contra 30% que veem possibilidade de avanços.

Para 84% dos entrevistados, as companhias nacionais não estão cumprindo papel relevante no combate às mudanças climáticas. Apenas 16% avaliaram positivamente o desempenho do setor privado.

Em outro recorte do mesmo levantamento, porém, 62% disseram não saber o que é a COP30, mesmo com o evento sediado no país.

O que é a COP30?

A COP30 começou na segunda-feira (10) em Belém, no Pará. Delegações de mais de 160 países irão discutir as metas e medidas para combater o aquecimento global.

A conferência anual é conhecida como COP, sigla para Conferência das Partes que assinaram o tratado climático da ONU de 1992.

O tratado, denominado UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima), comprometeu os países a trabalharem juntos para combater as mudanças climáticas – um problema que reconheceram ser enfrentado por todos os países e que seria melhor combatido em conjunto.

O tratado também estabeleceu o princípio das “responsabilidades comuns, mas diferenciadas”, o que significa que os países ricos, responsáveis ​​pela maior parte das emissões que aquecem o planeta, têm uma responsabilidade maior na resolução do problema.

O Brasil sediou a Cúpula da Terra do Rio, onde o tratado da UNFCCC foi assinado há 33 anos. Este ano, o país insistiu que o evento retornaria às suas raízes, reconhecendo os mais vulneráveis ​​do mundo, incluindo os grupos indígenas, com alguns deles participando das negociações.

O Brasil pediu aos países que trabalhem para cumprir promessas anteriores, como os compromissos assumidos na COP28 de eliminar gradualmente o uso de combustíveis fósseis, em vez de fazer novas promessas. A COP30 também é a primeira a reconhecer o fracasso em atingir a meta anterior de impedir o aquecimento acima de 1,5 graus Celsius.