Dia das Mães: 64% de posts sobre "ninho vazio" mostam tristeza, diz estudo

Pesquisa aponta que despedidas fazem parte do crescimento dos filhos durante a maternidade

Rafael Saldanha, da CNN Brasil, em São Paulo
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Um estudo realizado nos últimos 12 meses mostra que 64% das conversas sobre o termo “ninho vazio” nas redes sociais refletem sentimentos predominantemente negativos, como tristeza e solidão. Segundo a pesquisa, o interesse pelo tema ainda cresce próximo ao Dia das Mães, no dia 10 de maio.

Divulgado nesta terça-feira (14), o estudo revela que, quando mapeados, os termos síndrome do ninho vazio" e “vida após os filhos” aparecem de forma complementar, ou seja, apesar de o primeiro indicar a dor da separação, o segundo sinaliza a expectativa de um recomeço a partir da ressignificação da dor.

Os dados também apontam para um ponto sensível: enquanto a experiência costuma ser narrada em maior parte pelo ponto de vista das mães, surgem relatos de filhos que se sentem pressionados por vínculos intensos, vivenciando culpa e dificuldade de conquistar autonomia. Segundo o estudo, este é um olhar que amplia a complexidade do tema e reforça a necessidade de expandir o debate.

Nas redes sociais, ganham força conteúdos com a hashtag #ninhovazio que acumulam milhares de visualizações recentes, em que 54% dos relatos expõem o impacto emocional do “silêncio repentino” e a necessidade de reconstruir a própria identidade após anos dedicados à parentalidade.

"São despedidas que acontecem aos poucos, nos detalhes do dia a dia, e acompanham o crescimento dos filhos e também das próprias mães", afirma Carolina Carrasco, diretora de branding e comunicação do Boticário e do Quem Disse, Berenice?, responsáveis pelo estudo.

Cerca de 30% das publicações nas redes ainda debatem o amadurecimento dos filhos e a dificuldade de aceitar as transições a cada fase que simbolizam o aumento da independência, sobretudo em momentos que marcam a chegada de uma nova fase, como a entrada na faculdade, a mudança de cidade ou o casamento, que representam 12% das discussões.