Frente fria coloca sete estados em alerta para chuvas e frio nesta semana

Sistema avança pelo Sul nesta semana e deve provocar chuva forte, ventos intensos e queda nas temperaturas no Centro-Sul do país

Manuella Dal Mas, da CNN Brasil, em São Paulo
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A chegada de uma frente fria ao Sul do Brasil deve mudar o cenário meteorológico em boa parte do Centro-Sul do país nesta semana.

Segundo a Climatempo, o sistema começa a atuar a partir desta segunda-feira (8) e favorecerá o retorno das chuvas em estados como Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

A mudança no tempo ocorre devido à atuação de um cavado em médios níveis da atmosfera, associado à formação de uma área de baixa pressão e a um processo de ciclogênese sobre a Região Sul. A combinação desses fatores aumenta a instabilidade atmosférica e cria condições para pancadas de chuva fortes, temporais isolados, rajadas de vento e eventual queda de granizo.

Os primeiros impactos serão sentidos no Rio Grande do Sul, onde as áreas de instabilidade devem se espalhar ao longo desta segunda-feira. A previsão indica chuva de moderada a forte intensidade em diversas regiões do estado, incluindo Porto Alegre, Santa Maria, Pelotas e Uruguaiana. Também há alerta para municípios das regiões das Missões e da Campanha Gaúcha.

Ao longo do dia, a instabilidade avança para Santa Catarina, atingindo principalmente o oeste e o interior do estado. Cidades como Chapecó, Concórdia, Xanxerê e Lages estão entre as áreas com maior potencial para chuva intensa.

Na terça-feira (9), a frente fria ganha força sobre o Paraná. A previsão aponta pancadas distribuídas ao longo do dia, especialmente nas regiões oeste, sudoeste e sul do estado. Municípios como Cascavel, Foz do Iguaçu, Guarapuava e Pato Branco devem registrar aumento da nebulosidade e ocorrência de chuva.

A partir da metade da semana, as instabilidades devem alcançar áreas do Centro-Oeste e do Sudeste.

Entre terça e quarta-feira, o sul de Mato Grosso do Sul entra na rota dos temporais, favorecido pelo transporte de calor e umidade para o interior do continente. As cidades de Ponta Porã, Dourados, Naviraí e Mundo Novo estão entre as que podem registrar chuva moderada a forte. O avanço da umidade também deve favorecer o retorno das precipitações em Mato Grosso, inclusive na capital Cuiabá, entre quarta-feira (10) e quinta-feira (11).

No Sudeste, os maiores volumes são esperados na segunda metade da semana. A previsão indica chuva para diversas áreas do interior paulista, sul de Minas Gerais e estado do Rio de Janeiro. Em São Paulo, cidades como Presidente Prudente, Marília, Bauru, Campinas e Sorocaba estão na área de atenção. Em Minas Gerais, a instabilidade deve atingir municípios como Uberaba, Uberlândia, Poços de Caldas e Belo Horizonte. Já no Rio de Janeiro, a capital e cidades da Região Serrana, como Petrópolis, podem registrar pancadas fortes e temporais isolados.

A Climatempo destaca ainda a possibilidade de chuva em Goiás e no Distrito Federal no fim da semana. O cenário é considerado incomum para esta época do ano, marcada pelo período seco na região.

Massa de ar frio pode provocar geadas

Além da chuva, a passagem da frente fria abrirá caminho para a entrada de uma massa de ar frio que deve derrubar as temperaturas no Sul e em parte do Sudeste.

A previsão indica condições favoráveis para a formação de geadas em áreas de maior altitude da Serra Gaúcha, Serra Catarinense, sul do Paraná, pontos elevados do interior paulista e na Serra da Mantiqueira.

Os maiores riscos se concentram em regiões de baixada e áreas serranas, onde os termômetros podem registrar temperaturas próximas ou inferiores a 4°C durante as primeiras horas da manhã.

Ventos fortes e mar agitado

Outro destaque da semana será o aumento da intensidade dos ventos nas áreas litorâneas do Sul e do Sudeste. De acordo com a Climatempo, o desenvolvimento de um novo ciclone associado ao sistema de baixa pressão pode provocar rajadas significativas ao longo da costa.

O fenômeno deve afetar especialmente o litoral do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, exigindo atenção de pescadores, navegadores e operadores portuários.

No litoral gaúcho, o mar deve permanecer agitado, com possibilidade de ressaca e ondas entre dois e três metros de altura, aumentando os riscos para atividades marítimas e áreas costeiras.