Fundação anuncia aliança para recuperação e preservação da Mata Atlântica
Acordo foi divulgado durante evento pré-COP30, na cidade de São Paulo

A Fundação SOS Mata Atlântica lançou a Aliança pela Mata Atlântica, um pacto com empresas comprometidas com a conservação e a restauração do bioma, especialmente nas bacias hidrográficas do médio Tietê e do Paraíba do Sul.
O anúncio ocorreu nesta quarta-feira (5), durante o Summit Agenda SP+Verde, evento pré-COP que acontece na capital paulista, no Parque Villa-Lobos.
A área delimitada para recuperação e manutenção abrange abrange mais de 5 milhões de hectares, 170 municípios de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. São 12 milhões de habitantes impactados, com potencial de restauração de mais de 300 mil hectares de Áreas de Preservação Permanente.
Conforme o diretor-executivo da fundação, Luís Fernando Guedes Pinto, a região passou por longa e intensa história de degradação, foi palco de tragédias ambientais e ainda sofre com crise hídrica.
“A Mata Atlântica é o bioma mais destruído na história. Menos de 30% da vegetação é nativa. O território corre risco de colapso e comprometer a economia”, explicou.
Apesar do desafio, Pinto também reforçou a importância da parceria com entidades de pesquisa e com as empresas que vão se aliar ao projeto. A projeção é, ainda, conectar a iniciativa com políticas nacionais e globais.
“Queremos a conservação da água e da biodiversidade. Nosso objetivo é o desmatamento zero e aumentar cobertura de vegetação nativa nesse território. Pretendemos restaurar 5 mil hectares em 5 anos e 10 mil em 10 anos”, pontuou.
O diretor-executivo ainda detalha outras ambições da aliança: áreas limpas e segurança hídrica e fomentar economia florestal. “A restauração é cara, mas é um projeto a longo prazo baseado na ciência”, destacou.



