Gonet defende união internacional no combate a crimes ambientais

Procurador-geral da República destacou em Belém que a crise climática exige respostas urgentes e coordenadas entre países

Thomaz Coelho, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
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O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu nesta quarta-feira (22), em Belém (PA), o fortalecimento da cooperação internacional no enfrentamento aos crimes ambientais e aos impactos provocados pelas mudanças climáticas.

Durante a abertura do Fórum de Procuradores-Gerais para a COP30, Gonet afirmou que “a crise climática é um desafio compartilhado que exige respostas urgentes, coordenadas e eficazes”.

O evento reúne os chefes dos Ministérios Públicos de 15 países, com o objetivo de definir estratégias conjuntas de combate a crimes ambientais e de promoção da justiça climática.

Segundo o procurador-geral, o Ministério Público tem papel essencial na preservação do planeta e na fiscalização do cumprimento das metas climáticas que serão assumidas pelos chefes de Estado durante a COP30.

É indispensável que compromissos assumidos no plano político se convertam em resultados concretos.
Paulo Gonet, procurador-geral da República

Gonet ressaltou que a atuação das instituições deve ser proativa e coordenada, especialmente no combate a crimes como o tráfico de madeira e de animais silvestres, a mineração ilegal e a lavagem de dinheiro associada a atividades ambientais ilícitas.

Ele também destacou a importância de responsabilizar empresas e agentes econômicos que causem prejuízos à natureza e às populações afetadas.

O fórum, promovido pelo Ministério Público Federal (MPF), contou com representantes de países como Brasil, França, Noruega, China, Chile e Moçambique. Ao final do encontro, será divulgada a Carta de Belém, documento com os compromissos assumidos pelos procuradores-gerais.