Inação climática pode gerar prejuízo de R$ 17,1 trilhões ao PIB até 2050
Estudo da Confederação Nacional da Indústria também aponta impactos em 4,4 milhões de empregos

Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que a falta de ação para mitigar efeitos das mudanças climáticas pode resultar em perdas econômicas de R$ 17,1 trilhões no PIB brasileiro até 2050. As consequências também podem chegar a eliminar 4,4 milhões de empregos.
A partir dessas projeções, a adaptação climática entra no radar de investimento estratégico é necessário para garantir produtividade, postos de trabalho e crescimento econômico sustentável a longo prazo. “Quando a gente pensa em evento extremo, a gente sempre pensa na vida humana que vai sofrer naquele processo, mas a gente também tem que pensar na continuidade da sociedade.
Para isso a gente tem que ter o emprego, que também depende da arrecadação. Muitas vezes o município vive da arrecadação de uma empresa. Como que você vai fazer depois de um advento climático? Como você volta à realidade depois de um evento extremo? A sociedade tem que voltar à situação que estava antes, talvez diferente, mas tem que voltar”, avaliou o Gerente de Recursos Naturais da CNI, Mário Cardoso.
Ainda conforme o estudo, as regiões mais vulneráveis aos impactos do aquecimento global intenso no Brasil são o centro-oeste, norte e nordeste.
Para a advogada, consultora estratégica em sustentabilidade e integrante do Instituto Brasileiro de Adaptação Climática (IBRAAC), Andreia Bonzo, é necessária a consciência das empresas sobre os efeitos das mudanças climáticas na produção. “Saber lidar com a prospecção de riscos e com os impactos financeiros que podem acontecer é essencial para a gestão de qualquer negócio.
Esse é o grande objetivo: discutir financiamento, setor privado e adaptação”, destacou.


