Maioria nunca ouviu falar da COP antes da edição no Brasil, diz pesquisa

Segundo levantamento do instituto Real Time Big Data, 79% dos entrevistados afirmaram nunca ter ouvido falar da conferência antes de ela acontecer no Brasil

Thomaz Coelho, colaboração para a CNN Brasil, São Paulo
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A COP30, conferência da ONU sobre mudanças climáticas sediada em Belém (PA), ainda é um tema pouco familiar para a maioria dos brasileiros. Segundo levantamento do instituto Real Time Big Data, 79% dos entrevistados afirmaram nunca ter ouvido falar da COP antes de ela acontecer no Brasil neste ano. Apenas 21% disseram já conhecer o evento.

O estudo, divulgado nesta quinta-feira (13), ouviu 1.500 pessoas entre os dias 11 e 12 de novembro de 2025, com margem de erro de três pontos percentuais. Em outro recorte do mesmo levantamento, 62% disseram não saber o que é a COP30, mesmo com o evento sediado no país.

A pesquisa também aponta que 70% não acreditam que a COP30 no Brasil vá gerar ações efetivas no enfrentamento global à crise climática, contra 30% que veem possibilidade de avanços.

O levantamento também avaliou a percepção da população sobre a atuação das empresas e do governo brasileiro. Para 84% dos entrevistados, as companhias nacionais não estão cumprindo papel relevante no combate às mudanças climáticas. Apenas 16% avaliaram positivamente o desempenho do setor privado.

Quando questionados sobre prioridades do governo, o meio ambiente aparece em último lugar.  Apenas 4% dos brasileiros acreditam que o tema deve ser a principal pauta do país neste momento.

A COP30 começou na segunda-feira (10) em Belém, no Pará. Delegações de mais de 160 países irão discutir as metas e medidas para combater o aquecimento global.

A conferência anual é conhecida como COP, sigla para Conferência das Partes que assinaram o tratado climático da ONU de 1992.

O tratado, denominado UNFCCC (Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima), comprometeu os países a trabalharem juntos para combater as mudanças climáticas – um problema que reconheceram ser enfrentado por todos os países e que seria melhor combatido em conjunto.

O tratado também estabeleceu o princípio das “responsabilidades comuns, mas diferenciadas”, o que significa que os países ricos, responsáveis ​​pela maior parte das emissões que aquecem o planeta, têm uma responsabilidade maior na resolução do problema.