São Paulo e Salvador entram no ranking de destinos mais acessíveis de 2026
Calendário de 2026, com vários feriados caindo em dias úteis, pode favorecer a formação de "feriadões" e ampliar a demanda por viagens ao longo do ano

São Paulo e Salvador estão entre os destinos mais acessíveis para viagens em 2026, segundo o estudo “Ranking Destinos Acessíveis de 2026”, da Expedia. O levantamento reúne cidades com diárias médias inferiores a US$150, equivalente a R$ 770.
De acordo com o estudo, o calendário de 2026, com vários feriados caindo em dias úteis, pode favorecer a formação de "feriadões" e ampliar a demanda por viagens ao longo do ano.
Além das duas cidades brasileiras, a lista inclui Guadalajara, Bogotá, Mérida, Ho Chi Minh, Bangkok, Edmonton, Kuala Lumpur e Santo Domingo.
Segundo Márcio Lacerda, CEO da Holetaria Brasil e vice-presidente do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), a presença das duas cidades no ranking reforça seus perfis turísticos.
Isso consolida dois eixos claros: São Paulo como principal hub emissor e de negócios, e Salvador como destino de lazer de alta relação custo benefício para o público nacional.
Lacerda também disse que já há sinais de antecipação nas reservas para feriados prolongados. Segundo Lacerda, em alguns resorts e hotéis de lazer o volume de consultas e reservas para esses períodos está cerca de 15% acima do registrado no mesmo período do ano anterior.
Dados do Ministério do Turismo indicam que o Carnaval de 2026 movimentou cerca de R$ 18,6 bilhões, aproximadamente 10% a mais que na edição anterior.
Projeções da FecomercioSP indicam crescimento de 4,8% no turismo em 2026, com faturamento potencial de até R$ 235 bilhões. Para o segmento de hospedagem, a estimativa é de avanço de 3,7%, alcançando R$ 28,5 bilhões.
No balanço, Lacerda projeta 2026 como ano de continuidade de crescimento em ritmo mais moderado, com necessidade de disciplina em eficiência operacional e gestão de tarifas para preservar rentabilidade. “Ao mesmo tempo, seguimos atentos a pressões de custo (mão de obra, energia, insumos) e à inflação setorial, o que exige disciplina em eficiência operacional e gestão de tarifas para preservar rentabilidade em um ambiente de demanda aquecida, porém mais competitivo, completa o executivo”.

