Buscas pela palavra “frio” no Google crescem 60% em uma semana

O Brasil é o país que mais procura informações do clima, segundo a plataforma

Pedestres enfrentam manhã de frio intenso na região central da cidade de São Paulo.
Pedestres enfrentam manhã de frio intenso na região central da cidade de São Paulo. BRUNO ESCOLASTICO/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Fabiana Limada CNN

no Rio de Janeiro

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A virada de tempo em grande parte do Brasil provocou um aumento expressivo de buscas no Google por informações meteorológicas.

Nos últimos sete dias, elas tiveram um salto de 60%. Os brasileiros estão interessados nas temperaturas e nos meios para se esquentar.

As mínimas têm levado, inclusive, as pessoas a buscarem roupas de inverno. A procura por “roupas de frio” ganhou destaque. Blusa, conjunto, jaqueta e casaco estão entre as preferências dos acessos.

Por conta do frio, as buscas por “sopa” cresceram 70% nas últimas 24 horas. Elas aumentam ainda mais no fim do dia, perto da noite. É uma das cinco receitas que os brasileiros mais querem aprender a fazer em casa, segundo dados da plataforma.

A onda de frio tem tomado as ruas e as conversas dos brasileiros, mas o interesse pelo tema não é de hoje.

Segundo levantamento do Google, a palavra “Clima” é a campeã das buscas dos internautas dos últimos 12 meses. Depois, vem “tempo”, em segundo lugar no ranking. Os estados que mais pesquisaram foram São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Mato Grosso e Paraná.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as temperaturas vão se manter baixas ao menos até semana que vem em diversas regiões do Brasil.

O Instituto chegou a emitir alerta de queda brusca dos termômetros para estados do Centro Oeste, Sul e Sudeste.

Segundo o agrometeorologista Carlos Mendonça, professor da Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), o alto interesse dos brasileiros sobre informações do tempo tem relação direta com as condições de bem-estar.

“Nós somos homeotérmicos. Trocamos calor com o ambiente. O que influencia o comportamento fisiológico. A produtividade, concentração, rendimento no trabalho, tudo tem relação com o conforto térmico”.

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