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    Cão Joca: polícia diz que animal morreu dentro de aeronave que decolou de Fortaleza

    Joca, um golden retriever, deveria ter sido enviado para Sinop (MT), porém foi mandado por engado a Fortaleza

    Rafael Villarroelda CNN*

    A Polícia Civil concluiu nesta quarta-feira (10) que o cão Joca, um golden retriever, de 5 anos, que foi devolvido morto a seu tutor após erro da companhia aérea GOL em seu transporte, morreu dentro de voo que saiu de Fortaleza (CE).

    Em nota, a corporação informou que a “conclusão foi que o animal provavelmente faleceu dentro da aeronave durante o voo de retorno para Guarulhos”.

    O caso aconteceu em 22 de abril no Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande SP, quando o cão deveria ter sido enviado para Sinop, no Mato Grosso, onde seu tutor lhe aguardava, porém, foi embarcado em uma aeronave com destino a Fortaleza, no Ceará, devido a uma falha operacional da companhia aérea.

    Após ser informado sobre o ocorrido, quando desembarcou em Sinop, o tutor de Joca, o engenheiro João Fantazzini, optou por voltar ao Aeroporto de Guarulhos para se encontrar com o cão, que foi posteriormente realocado em uma aeronave na capital cearense com destino a São Paulo.

    Os funcionários da companhia aérea gravaram imagens do animal no momento do embarque, que teriam sido enviadas ao passageiro.

    Ainda segundo a GOL, após o pouso no Aeroporto de Guarulhos, os colaboradores da companhia foram “surpreendidos pelo falecimento do animal”.

    Causa da morte

    O cão Joca morreu devido a um choque cardiogênico, segundo laudo da Faculdade Veterinária e Zootecnia da USP, a qual a CNN teve acesso, que aponta que o choque foi causado pela queda do rendimento cardíaco, resultado da falência do coração em bombear o sangue do animal.

    A médica veterinária Fátima Martins, que analisou o laudo, afirmou que o choque cardiogênico foi possivelmente causado por hipertermia.

    O laudo mostra que o cachorro tinha “alterações cardíacas relevantes” que poderiam justificar o quadro relatado. Porém, a especialista explica que as condições prévias apenas agravaram a situação, mas não causaram a morte.

    “Ele tinha limitações cardíacas, mas não apresentava sintomas e não fazia qualquer tratamento. Só com o estresse do voo ele poderia ter morrido. As cardiopatias foram apenas agravantes para o que aconteceu”, afirma.

    *Sob supervisão