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    Capitais criam estratégias de vacinação para frear aumento nos casos de Covid-19

    Ações incluem busca ativa e reabertura de pontos de imunização, com foco na aplicação das doses de reforço

    Vacinação contra a Covid-19 em SP
    Vacinação contra a Covid-19 em SP Walterson Rosa/MS

    Pedro Guimarães*da CNN

    no Rio de Janeiro

    Após o Brasil voltar a registrar alta nos casos de Covid-19 – dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) apontam crescimento de 262,2% na positividade dos testes nas últimas duas semanas -, as capitais de diversos estados do país procuram soluções para aumentar a procura pela vacina contra a doença.

    A CNN entrou em contato com as capitais brasileiras para entender as ferramentas utilizadas para frear o novo avanço do coronavírus. Dentre as cidades que responderam, a estratégia mais adotada é a chamada busca ativa, que envolve ligações para as famílias e até visita às casas.

    Na cidade do Rio de Janeiro, onde 1,5 milhão de pessoas não reforçaram a proteção contra a Covid-19, a busca ativa chega nesta terça-feira ao sétimo dia. A preocupação, de acordo com o secretário de saúde do município, Daniel Soranz, é avançar com a dose de reforço para proteger as pessoas dos casos graves e internação por Covid-19.

    Na semana passada, a capital fluminense chegou a registrar problemas pontuais de postos sem imunizantes. Com a chegada de 200 mil doses à cidade na última sexta-feira (18), a expectativa era de normalização.

    Em Brasília, a Secretaria de Saúde também adotou a estratégia da busca ativa. Na cidade, cerca de 37,8% da população não recebeu a dose de reforço – 855.413 pessoas. Atrás delas, a pasta também implementou o carro da vacina, que promove a imunização de forma itinerante, e a aplicação de doses aos finais de semana.

    Na cidade de Recife, em Pernambuco, onde a procura ativa também foi aplicada, já houve um aumento de 28,7% na procura pela imunização contra a Covid-19, que saiu de 1.452 doses aplicadas entre 6 e 12 de novembro para 1.870 aplicações na semana entre os dias 13 e 19 deste mês. Cerca de 292 mil pessoas aptas à dose de reforço ainda não realizaram o agendamento e 83 mil estão com esquema vacinal de segunda dose em atraso.

    Já em São Paulo, uma das cidades com a cobertura vacinal mais avançada, a Secretaria Municipal de Saúde informou que observou um aumento na procura pela vacina, mas não quantificou. Na capital paulista, aproximadamente 15,2% da população não tomou a dose adicional. O município também age com a distribuição de máscaras descartáveis em terminais de ônibus e orientações de prevenção em locais de grande movimentação de pessoas.

    Em Porto Velho, capital de Rondônia, a divisão de imunização da Secretaria Municipal de Saúde também registrou um leve aumento na busca pela vacina. Recentemente, a pasta levou a imunização a conjuntos habitacionais de moradias populares, lugares com grande concentração de pessoas e, normalmente, localizados em ambientes mais afastados.

    A busca também se intensificou em Salvador, capital da Bahia, onde aconteceu o Dia D no último sábado, com 10 mil doses aplicadas. Além disso, a prefeitura reabriu dois pontos de drive-thru em pontos estratégicos. A cidade registra 224 mil moradores com a segunda dose da vacina em atraso, 572 mil com a terceira dose e 751 mil com a quarta dose.

    Mesmo com iniciativas de busca pela população com vacina em atraso, alguns municípios, como Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, e Vitória, no Espírito Santo, não perceberam aumento significativo na aplicação das doses.

    “Estima-se que cerca de 590 mil pessoas estejam com pelo menos uma das doses em atraso, seja a segunda, para finalizar o esquema primário, ou as doses de reforço”, divulgou a prefeitura do MS.

    *Sob supervisão de Pauline Almeida