Carnaval de rua poderá ser realizado em outro momento, diz prefeito do Recife

Em entrevista à CNN, João Campos explicou que suspensão da festividade ocorreu devido ao crescimento da taxa de transmissão de doenças respiratórias nas últimas semanas

Ludmila CandalTiago Tortellada CNN

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O Carnaval de rua no Recife foi suspenso devido à alta taxa de transmissão de gripe e Covid-19, mas poderá ocorrer em outro momento do ano em que seja possível, de acordo com o que disse o prefeito da cidade, João Campos (PSB), em entrevista à CNN nesta quinta-feira (6).

Campos explicou que a decisão foi tomada baseada na “responsabilidade”, visto que há dificuldade de se garantir que todas as pessoas estejam vacinadas contra a Covid nos blocos de rua, mesmo com a cidade tendo “grande cobertura vacinal”.

Segundo o prefeito, o Carnaval de rua acontece de maneira “descentralizada”, em mais de 30 pontos da cidade, o que é mais um obtáculo para a fiscalização.

“Quando usamos o termo suspender é entendendo que no período previsto, em fevereiro, não será possível nem permitido a realização do Carnaval de rua”, afirmou. “Poderemos fazer um festival de grande porte em outro momento do calendário, em que seja permitido, e a prefeitura pode realocar parte dos investimentos para a festividade”, acrescentou.

A Prefeitura do Recife está abrindo 70 leitos exclusivos para doenças respiratórias, aumentando o número e pontos de testagem e contratando mais profissionais de saúde, de acordo com o político.

Quanto às festas privadas na cidade, Campos afirmou que deve ser seguido o protocolo estadual, que prevê apresentação de comprovante de vacinação com duas doses de vacinas contra a Covid-19 ou um teste negativo.

Eleições 2022

João Campos entende que seu partido, o PSB, terá papel importante nas próximas eleições. Segundo o prefeito, conversas acontecessem com Geraldo Alckmin para que ele se filie ao partido e possa integrar o que chamou de “frente ampla”.

João Campos, prefeito do Recife, durante entrevista à CNN / Reprodução/CNN

Não é uma eleição qualquer, mas entendemos que o que está em jogo é muito mais sério. É algo que fala sobre a soberania, cidadania”, afirmou Campos.

Por fim, ele disse que o PSB está preparado e tem tranquilidade para decidir se formará Federação com outro partido. Ainda assim, ele pontuou que o partido não precisa “necessariamente” seguir esse caminho, pois tem uma grande bancada e relevância nacional.

Veja a entrevista completa no vídeo acima

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