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    Casal da campanha ‘AME Jonatas’ é preso em Santa Catarina

    O menino de cinco anos morreu em 2021. Renato e Aline Openkoski eram investigados desde 2018

    Letícia CassianoDayres Vitoriada CNN*

    São Paulo

    O casal Renato e Aline Openkoski, conhecido e investigado por promover a campanha ‘AME Jonatas’, foi preso na última quarta-feira (22) no município catarinense de Joinville. Eles estavam foragidos e foram presos pela Delegacia de Proteção à Criança, Adolescente, Mulher e Idoso (DPCami).

    O filho do casal, Jonatas, era diagnosticado com Atrofia Muscular Espinhal (AME), uma doença degenerativa rara que levou os pais a criarem uma campanha a fim de arrecadar fundos para o tratamento da criança, que acabou falecendo em 2021.

    Renato e Aline são acusados de desviar cerca de R$ 3 milhões das doações, além de usarem o dinheiro para comprar um carro de R$ 140 mil e gastarem com luxos. O casal responderá pelos crimes de estelionato e apropriação de bens, cujas penas somadas chegam a 70 anos de prisão em regime fechado.

    À frente da defesa do casal, o advogado Emanoel Stopassola afirma que “será defendido o devido processo legal com território a ampla defesa e todos os meios de prova e recursos inerentes.”

    Cronologia do caso

    Nascido em 2016, o pequeno Jonatas Openkoski foi diagnosticado em 2017 com AME, a atrofia muscular espinhal. No mesmo ano, os pais da criança, Renato e Aline Openkoski, criaram a campanha denominada ‘AME Jonatas’ para custear o tratamento do menino. A campanha foi um sucesso e diversos famosos divulgaram a causa da família.

    Em janeiro de 2018, a DPCAMI de Joinville começou a investigar a campanha por suspeita de apropriação indébita a pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), que recebeu informações de que os pais da criança estariam usando o dinheiro arrecadado para bancar luxos. À época, a família negou qualquer irregularidade.

    Dois meses depois, em março do mesmo ano, a Justiça bloqueou os valores levantados com a campanha, e a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão na casa do casal. Cerca de R$ 3 milhões, um veículo de R$ 140 mil que estava em nome de Renato e Aline e diversos produtos e roupas de marcas famosas foram apreendidos e mais de 20 pessoas foram ouvidas.

    Mesmo durante as investigações, o pai de Jonatas, Renato Openkoski, foi candidato a deputado estadual pelo PDT usando o nome ‘Renato Pai do AME Jonatas’ para tentar se eleger. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, mais de R$ 24 mil foram destinados à campanha, que terminou com menos de 200 votos.

    A condenação da Justiça veio em 2022, depois da morte da criança. O casal fugiu de Balneário Camboriú, onde residia, e foi localizado em Morro do Meio, bairro de Joinville, após trabalho de inteligência, investigação e campanas promovidas pela DPCAMI. Ambos foram encaminhados ao sistema prisional catarinense.