Casal é proibido de receber vacina com camisa contra presidente Bolsonaro no RJ

Caso ocorreu em um quartel, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da capital fluminense

Casal é proibido de receber vacina com camisa contra presidente Bolsonaro no RJ
Casal é proibido de receber vacina com camisa contra presidente Bolsonaro no RJ Foto: Arquivo pessoal

Elis Barreto e Beatriz Puente, da CNN no Rio de Janeiro

Ouvir notícia

O casal de professores Luiz Carlos e Dirlene de Oliveira alegou ter sido proibido de receber a vacina contra a Covid-19 em um quartel do Corpo de Bombeiros no Rio de Janeiro. Eles estavam vestindo camisetas com protestos contra o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido). 

À CNN, Luiz Carlos disse que ele e a esposa foram informados na fila de vacinação de que não podiam se imunizar vestindo camisa com escritos de caráter político. “Fomos bem tratados, gentilmente, na vacinação. Mas sofremos o constrangimento de ter que tirar a roupa e colocar do avesso. E de termos o nosso direito de expressão do pensamento cerceado. Um absurdo que isso tenha acontecido.” 

O secretário municipal de saúde, Daniel Soranz, publicou, também em rede social, que “a SMS-Rio já aplicou mais de 4,6 milhões de doses de vacinas contra Covid-19 e, até o momento, não há qualquer tipo de queixa ou registro de censura em suas unidades.”    

Em nota, o Corpo de Bombeiros afirmou que o “secretário de Estado de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ), coronel Leandro Monteiro, esclarece que é a favor da liberdade de expressão e garante que o fato ocorrido no Grupamento de Busca e Salvamento (GBS), na Barra da Tijuca, foi isolado. Informa ainda que a corporação vai abrir uma sindicância para apurar os fatos.”. 

 O CBMERJ reiterou que não existe nenhuma determinação oficial do comando da corporação que proíba este tipo de manifestação por parte de civis em nenhum dos quartéis que abriram as portas para a vacinação.

Mais Recentes da CNN