Casas comunitárias acolhem pessoas LGBTQIA+ pelo país

Iniciativas promovem apoio às populações vulneráveis

Karla ChavesIsabela Filardida CNN

Em São Paulo

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De acordo com o relatório da Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais (ILGA, na sigla em inglês), o Brasil ocupa o primeiro lugar nas Américas em quantidade de homicídios de pessoas LGBTs e também é o líder em assassinato de pessoas trans no mundo.

O centro de acolhida Casa Florescer recebe mulheres transexuais e travestis em situação de vulnerabilidade social, por dificuldades com a convivência familiar devido à identidade de gênero, falta de oportunidades e preconceitos.

“Eu tive oportunidade de voltar a sonhar, coisa que eu já não tinha mais, coisa que a rua não dava”, contou a estudante de enfermagem Andreia Bessa.

Iniciativas

A Casa Florescer tem duas unidades em São Paulo e faz parte da Rede Brasileira de Casas de Acolhimento, a Rebraca. No total são 20 residências que ficam em diferentes regiões do Brasil.

Segundo o gerente e fundador da Casa Florescer, Alberto Silva, “muitos espaços estavam passando dificuldade com alimentos”.

A Casa Miga, em Manaus, atende pessoas trans, travestis, refugiados e imigrantes, e é a única voltada para a população LGBTQIA+ na Região Norte.

O lugar tem capacidade para atender 16 pessoas simultaneamente. Além de moradia e alimentação, a casa investe em capacitação, rodas de conversas e orientação jurídica. Cada morador fica em média de três a seis meses, e hoje existe uma lista de espera de 24 pessoas.

A gestora da Casa Miga, Karen Arruda, afirmou que “o perfil dos acolhidos da casa são pessoas LGBT em situação de vulnerabilidade social ou que foram expulsas de casa”.

Algumas das residências de acolhimento recebem o auxílio do governo, como a Casa Florescer, que tem o apoio da Prefeitura de São Paulo. Outras sobrevivem com doações e redes de colaboradores, como a Casa Miga.

“O apoio que a casa me fornece é um apoio familiar, temos várias pessoas juntas, forma uma família”, disse a educadora comunitária Maya Alvarenga, que vive na casa acolhedora de Manaus.

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