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    Caso “Tio Paulo”: Motorista diz em depoimento que idoso estava vivo ao entrar no carro

    Delegado do caso afirmou à CNN que Érika, ao perceber a condição de saúde de Paulo, se antecipou a poder levá-lo até a agência bancária para tentar retirar o dinheiro

    Bianca Camargoda CNN

    São Paulo

    O motorista de aplicativo que ajudou a colocar o idoso Paulo Roberto Braga, de 68 anos, no carro, afirmou em depoimento à Polícia que ao entrar no veículo e descer na agência bancária, em Bangu, na Zona Oeste do Rio, o homem ainda estava com vida. A informação é do delegado da 34º DP, Fábio Luiz da Silva Souza, entrevistado pela CNN.

    O delegado ainda disse que Érika, ao perceber a condição de saúde de Paulo, se antecipou para poder levá-lo até a agência bancária para retirar o dinheiro.

    “Ela [Érika] agilizou essa conduta e chamou o motorista de aplicativo. Foi até o shopping e colocou ele [Paulo] na cadeira”, diz Fábio Luiz.

    Segundo o delegado, o idoso chegou com vida até o shopping, mas ao entrar na agência bancária ele já estaria sem vida.

    “Ele entrou no shopping ainda com vida, mas já inerte. Mas dentro do shopping a gente vê a imagem dele que ela parece estar sem vida (…) em seguida ela [Érika] vai para o banco e quando ele [Paulo] a gente vê claramente ele não está mais com vida”.

    Para Fábio Luiz, a sobrinha tenta simular como se o idoso Paulo Roberto Braga tivesse com vida, com a intenção de levar as atendentes ao erro e mostrar uma fragilidade do idoso, para agilizar o saque do empréstimo.

    O caso:

    Os vídeos viralizaram nas redes sociais e mostram a mulher carregando o suposto tio em uma cadeira de rodas, tentando fazer ele assinar um documento para concretizar o saque de um empréstimo no valor de R$ 17 mil.

    Nas imagens, é possível notar que os funcionários da agência bancária, ao desconfiarem do estado de saúde do homem, passaram a filmar a cena.

    No vídeo, a mulher simula uma conversa com o tio e tenta, sem sucesso, fazer o parente segurar a caneta. “Se o senhor não assinar, não tem como, eu não posso assinar pelo senhor.”

    Segundo o delegado responsável pelo caso, Fábio Luiz da Silva Souza, foi constatado que quando chegou na agência bancária para fazer o empréstimo, o homem já estava morto há algum tempo.