Agressão em elevador no DF: polícia não descarta tentativa de feminicídio

Imagens de câmeras de segurança registraram agressão que ocorreu na madrugada de 1º de agosto

Elijonas Maia e Felipe Souza, da CNN, em Brasília
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A PCDF (Polícia Civil do Distrito Federal) não descartou indiciar por tentativa de feminicídio o empresário preso após agredir uma mulher com socos e cotoveladas em um elevador no Guará II, região administrativa da capital federal. A corporação confirmou a informação nesta quarta-feira (13).

Segundo apuração da CNN com a cúpula da PCDF, essa possibilidade está sendo analisada com base nos laudos médicos da vítima. Segundo a PCDF, a tendência no andamento das investigações é de que a hipótese se confirme.
“Após análise dos laudos médicos, a autoridade policial responsável pela investigação não descarta essa possibilidade [da tentativa de feminicídio]”, informou a polícia.

O caso

Imagens de câmeras de segurança registraram a agressão, que ocorreu na madrugada de 1º de agosto. Nas filmagens, o empresário Cleber Lúcio Borges aparece desferindo golpes contra a companheira no elevador do prédio onde moram.

Em outro momento das imagens, o homem aparece desferindo diversos outros socos e cotoveladas contra a vítima, que chega a cair no chão e tenta se defender durante boa parte da sequência de violência.

Ele foi preso em flagrante e, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão, a polícia encontrou armas e munições na residência do suspeito. Entre o material apreendido estão uma pistola calibre .22, uma arma de fogo antiga e mais de 500 munições de calibres variados.

O homem foi autuado por posse ilegal de arma de fogo e, embora tenha pago fiança, continua preso preventivamente por decisão judicial no processo de violência doméstica.

A investigação segue em andamento para definir a tipificação final do crime, que pode passar de lesão corporal para tentativa de feminicídio, dependendo das conclusões periciais e jurídicas.

Em nota enviada à CNN, o advogado do investigado, Thyago Batista Ribeiro, afirmou que “as manifestações necessárias ocorrerão nos autos do processo” e que o caso está em fase de apuração, “não sendo objeto de qualquer denúncia”. A defesa também declarou que todas as medidas legais estão sendo tomadas e que o investigado tem “total serenidade e confiança na realização da justiça”.