Caso Pedro Turra: veja quais são os crimes atribuídos ao piloto investigado
Além da agressão gravíssima motivada por uma briga por chiclete, o jovem de 19 anos é alvo de outras três investigações pela Polícia Civil do Distrito Federal

O ex-piloto de Fórmula Delta Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, foi detido na Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP) da PCDF (Polícia Civil do Distrito Federal).
A prisão preventiva, efetuada na setxa-feira (30), foi motivada por um caso de lesão corporal de natureza grave, mas o jovem também é investigado por outros três crimes e contravenções registrados em Águas Claras ao longo de 2025.
Agressão grave e briga por chiclete
O crime de maior repercussão atribuído a Pedro Turra ocorreu após uma discussão fútil. Segundo as investigações, o piloto se irritou com um comentário feito por um adolescente sobre um chiclete que Pedro havia jogado para um amigo.
De acordo com os registros policiais, Turra desceu do carro e agrediu a vítima, que sofreu traumatismo craniano e teve uma parada cardíaca.
O adolescente permanece internado em estado grave. Pedro chegou a ser detido por fato semelhantes, dias antes, mas obteve liberdade provisória antes da decretação da nova prisão preventiva pela 2ª Vara Criminal de Taguatinga.
Outras ocorrências em investigação
A PCDF e o GAECO/MPDFT apuram a conduta do investigado em outras três situações distintas ocorridas no Distrito Federal.
- Fornecimento de bebida alcoólica a menor: Em 7 de junho de 2025, no Jockey Club, Pedro teria obrigado uma adolescente de 17 anos a ingerir vodca contra a vontade dela, chegando a solicitar que terceiros segurassem a jovem.
- Lesão corporal: O piloto é acusado de outra agressão ocorrida no dia 28 de junho de 2025, em uma praça pública de Águas Claras.
- Constrangimento ilegal e vias de fato: Um terceiro registro policial aponta que o jovem teria cometido atos de agressão e constrangimento contra um indivíduo na madrugada de 19 de julho de 2025.
Situação atual e defesa
Atualmente, o piloto está em uma cela privativa, após alegar que sofreu ameaças de morte dentro das dependências policiais. Os advogados também questionam a exposição da imagem do investigado durante a operação.
A Polícia Civil informou que a investigação prossegue e que objetos apreendidos com o jovem durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão passarão por perícia técnica.
