Polícia investiga ginecologista suspeito de estuprar pacientes em GO

Investigação teve início há 40 dias e apura possíveis abusos sexuais cometidos por Marcelo Arantes; cinco vítimas já foram identificadas

Bruna Lopes, da CNN Brasil*, em São Paulo
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A Polícia Civil apura a conduta de um ginecologista suspeito de abusar sexualmente de pacientes durante consultas médicas em Goiânia e Senador Canedo, em Goiás. A investigação começou há cerca de 40 dias e, até o momento, já localizou cinco vítimas.

Identificado como Marcelo Arantes, o médico é ginecologista e obstreta, e contabiliza mais de 16 mil seguidores nas redes sociais. O investigado declara que "ajuda casais a realizarem os seus sonhos" por meio da fertilização in vitro. Atualmente, o perfil está fora do ar.

Segundo a corporação, a divulgação do nome e da imagem do suspeito busca possibilitar o reconhecimento por outras possíveis vítimas e contribuir para o avanço das investigações.

Conduzido pela Deaem (Delegacia Estadual de Atendimento Especializado à Mulher), o inquérito aponta que o primeiro estupro teria ocorrido em 2017. De acordo com a polícia, Marcelo submetia pacientes a atos libidinosos durante consultas e realização de exames.

A delegacia solicitou a prisão preventiva do ginecologista, mas o pedido foi negado pelo Poder Judiciário.

Marcelo Arantes é investigado pelo crime de estupro de vulnerável e cumpre medidas cautelares diversas da prisão impostas pela Justiça.

À CNN Brasil, o Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informou que o registro do médico foi suspenso por ordem judicial.

"Sobre as acusações contra o profissional, o Cremego ressalta que todas as denúncias relacionadas à conduta ética de médicos, recebidas ou das quais toma conhecimento, são apuradas e tramitam em total sigilo, conforme determina o Código de Processo Ético-Profissional Médico", afirmaram em nota.

O Cremego também solicitou esclarecimentos ao médico responsável técnico pela instituição citada nas denúncias.

*Sob supervisão de Carolina Figueiredo