Quem eram as vítimas mortas em acidente com ônibus da UFPA
Cinco pessoas morreram após colisão entre ônibus e caminhão na BR-153 em Goiás
Três estudantes e um motorista da Universidade Federal do Pará (UFPA) morreram na madrugada desta quarta-feira (16), após o ônibus em que viajavam colidir com uma carreta na BR-153, em Porangatu, no norte de Goiás.
Eles integravam uma das delegações da UFPA que seguiam rumo ao 60º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em Goiânia.
A colisão envolveu o primeiro dos quatro ônibus do comboio. O motorista da carreta também morreu e o acidente deixou feridos, entre eles um passageiro da carreta, em estado grave, e quatro estudantes levados ao hospital de Alvorada, no Tocantins. Os demais ônibus não se envolveram diretamente na batida.
Vítimas identificadas
- Ana Letícia Araújo Cordeiro, era estudante do curso de Pedagogia da UFPA e integrante ativa da vida acadêmica, participava da organização do Centro Acadêmico Gerald Wesley (Pedagogia) e era reconhecida pela leveza e humor que levava aos colegas.
- Welfesom Campos Alves, estudante de Produção Multimídia, atuava com protagonismo no movimento estudantil. Participou da gestão “Reeguer o Camulti”, contribuindo para a reestruturação do centro acadêmico do seu curso.
- Leandro Souza Dias, também ligado ao movimento estudantil, era militante da Unidade Popular e da UJR (União da Juventude Rebelião), e integrava a delegação para o Congresso da UNE.
- Ademilson Militão de Oliveira, motorista do ônibus, era funcionário da UFPA e figura muito querida na Faculdade de Geografia. Chamado carinhosamente de “Militão”, acompanhou diversas atividades de campo e era considerado mais que um condutor: um parceiro e amigo presente na vida dos estudantes e professores.
Comitê de acompanhamento e assistência às famílias
Diante da tragédia, a UFPA constituiu um Comitê de Acompanhamento composto por representantes da Reitoria e das pró-reitorias de Extensão, Assistência Estudantil, Ensino, Pesquisa, Administração, Planejamento, Relações Internacionais, da Fundação de Amparo e Desenvolvimento da Pesquisa (Fadesp) e da Assessoria de Comunicação Institucional.
O objetivo é coordenar ações de assistência às famílias, acompanhar os procedimentos legais e garantir apoio psicológico aos afetados.
Como medida emergencial, foi criada uma Central de Acolhimento no prédio da Reitoria, no campus Guamá, em Belém. Equipes formadas por psicólogos, assistentes sociais, pedagogos e enfermeiros estão à disposição para atendimento presencial. A UFPA também disponibilizou o número (91) 98272-1213 para acolhimento remoto.
Solidariedade e comoção nacional
A tragédia causou grande comoção. Em nota, a UNE (União Nacional dos Estudantes) expressou solidariedade às famílias e informou que está acompanhando de perto os desdobramentos junto à UFPA, à UFG e aos governos estaduais e federal.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lamentou publicamente o acidente. O governador do Pará, Helder Barbalho, também se manifestou, afirmando que o estado está à disposição das famílias e da universidade. O perfil oficial do Governo do Pará também publicou uma nota no Instagram:
"O Governo do Estado está em contato com o MEC para prestar apoio às famílias das vítimas do acidente em Goiás. O Ministério da Educação já está intermediando com a FAB o traslado dos corpos e dos estudantes feridos. Psicólogos e equipe multidisciplinar do governo do Pará acompanham os familiares neste momento de dor e os estudantes feridos hospitalizados estão sendo assistidos."
A UFPA segue em luto oficial de 3 dias, e homenagens às vítimas continuam sendo prestadas por colegas, docentes e movimentos estudantis em todo o país.


