Médica veterinária é presa por vender xampu de cavalo para humanos em MS

Raylane Diba Ferrari manipulava e vendia produtos com suplemento para animais, afirmando falsa eficácia em humanos

Lauryn Amaral e Larissa Soave, da CNN Brasil*, em São Paulo
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Uma médica veterinária e influenciadora, identificada como Raylane Diba Ferrari, foi presa em flagrante em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul (MS), na última segunda-feira (4) pela Polícia Civil por manipular e vender xampu de cavalo para pessoas.

A fiscalização foi realizada em um consultório veterinário e pet shop da influenciadora. No local, os agentes constataram manipulação irregular do xampu, ao qual se adicionava uma suplementação injetável e também de uso animal.

Após a fiscalização da PC com a DECON (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes  Contra as Relações de Consumo), foi constatado por ambas as instituições que era adicionada a substância Monovin A aos produtos.

Essa substância é um suplemento injetável, utilizado por veterinários para combater a deficiência de vitamina A em animais.

O item era divulgado nas redes sociais de Raylane como um tônico capilar de alta eficácia para humanos. A médica veterinária possui um perfil com mais de 500 mil seguidores, onde divulgava e ensinava a como utilizar o xampu.

Nas redes sociais, a influenciadora ensinava em vídeos como utilizar o xampu, ampola e óleo nos cabelos, alegando que os produtos diminuem a queda capilar, fazem o cabelo crescer mais rápido que o normal e faz tratamento de dermatite. 

 

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Ela ainda afirma que não existem contraindicações de uso do produto, sendo possível ser utilizado por gestantes e lactantes.

Ao ser pega em flagrante fazendo manipulações dos produtos, ela foi levada pelos agentes à DECON por crimes contra as relações de consumo, incluindo comercialização de mercadoria em desacordo com as prescrições legais, indução do consumidor a erro por publicidade enganosa e venda de produtos impróprios ao consumo.

 A Polícia Civil informa que a pena prevista é de 2 a 5 anos, além de multa, não sendo possível o arbitramento de fiança.

A CNN Brasil procurou contato com a defesa de Raylane, não encontrando contato até o momento. O espaço segue em aberto.

 

*Sob supervisão de Thiago Félix