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    Cidades de São Paulo lideram ranking de poluição do ar no Brasil, aponta estudo

    Estado tem as 12 cidades mais poluídas do país e níveis material particulado fino cinco vezes acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS)

    Poluição em São Paulo vista do Pico do Jaraguá
    Poluição em São Paulo vista do Pico do Jaraguá TLMELO/Flickr

    Thomaz Coelhoda CNN* Em são Paulo

    O estado de São Paulo tem as 12 cidades com os piores índices de poluição do ar, conforme um estudo do Ministério da Saúde em parceria com o Ministério do Meio Ambiente.

    Além disso, todos os 645 municípios paulistas apresentam níveis de poluição acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

    De acordo com o monitoramento, a média anual de material particulado fino (MP2,5) em São Paulo em 2023 foi de 14,59 microgramas por metro cúbico (µg/m³), quase três vezes o limite de 5 µg/m³ estabelecido pela OMS.

    O MP2,5 refere-se a partículas muito pequenas no ar, menores que 2,5 micrômetros, originadas principalmente de veículos, indústrias e queimadas.

    Devido ao tamanho reduzido, essas partículas podem ser inaladas profundamente nos pulmões, entrar na corrente sanguínea e causar doenças respiratórias, cardíacas e até câncer.

    As 12 cidades com os níveis mais elevados são:

    • Araçariguama
    • Barueri
    • Caieiras
    • Cajamar
    • Campo Limpo Paulista
    • Francisco Morato
    • Franco da Rocha
    • Itupeva
    • Jundiaí
    • Pirapora do Bom Jesus
    • Santana de Parnaíba
    • Várzea Paulista

    Essas cidades registram uma média alarmante de 39 µg/m³ de material particulado fino.

     

    A capital paulista também apresenta níveis elevados de poluição, com 36,5 µg/m³, e Guarulhos, a segunda cidade mais populosa do estado, registra 34,16 µg/m³.

    Todas as regiões do Brasil respiram níveis de poluição superiores ao recomendado. A média anual de material particulado fino (MP2,5) no país em 2023 é de 9,9 µg/m³.

    De acordo com a última atualização feita pela OMS no banco de dados, em 2022, 99% da população mundial respira níveis insalubres de material particulado fino e dióxido de nitrogênio, capazes de causar impactos cardiovasculares, cerebrovasculares e respiratórios.