Conselho Nacional do MP abre processo para fiscalizar investigação do caso Dom e Bruno

Procedimento foi aberto por determinação do presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Fundamentais do órgão

Combatentes da 16º Brigada de Infantaria de Selva continuam buscas por jornalista britânico DomPhillips e indigenista Bruno Araújo Pereira
Combatentes da 16º Brigada de Infantaria de Selva continuam buscas por jornalista britânico DomPhillips e indigenista Bruno Araújo Pereira Comando Militar Amazônia

Thais Arbex

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O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) instaurou nesta sexta-feira (17) um processo para acompanhar e fiscalizar a investigação sobre o assassinato e desaparecimento do indigenista Bruno Pereira e do jornalista inglês Dom Phillips, no Vale do Javari, na Amazônia.

O procedimento foi aberto por determinação do conselheiro Otavio Luiz Rodrigues Jr., no âmbito da Comissão de Defesa dos Direitos Fundamentais do CNMP, da qual ele é presidente.

Em nota, Rodrigues Jr. afirmou repudiar “os atos de violência” cometidos contra Bruno e Dom. “A vida e sua conspícua dignidade são valores inegociáveis e a defesa dos direitos fundamentais é uma obrigação das instituições de Estado”, disse o conselheiro do CNMP.

Um grupo de trabalho foi instalado para acompanhar a apuração do crime. Ele será coordenado pelo promotor de Justiça Sérgio Henrique Furtado Coelho, membro auxiliar do CNMP; e terá em sua composição: o juiz de Direito Luciano Nunes Maia Freire, assessor de apoio interinstitucional do CNMP; e os integrantes do Grupo de Trabalho de Defesa dos Direitos dos Povos Indígenas e de Comunidades Tradicionais, instituído no âmbito da CDDF: Júlio José Araújo Júnior, procurador da República, e Andre Paulo dos Santos Pereira, promotor de Justiça do Estado de Roraima.

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