Contratação de shows por prefeituras divide opinião de especialistas

André Sturm e Marcos Petrucelli avaliaram polêmica envolvendo cachês de artistas pagos com dinheiro público

Vinícius TadeuRenata Souzada CNN

em São Paulo

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O uso de dinheiro público para a contratação de shows foi o tema de um debate realizado pela CNN nesta terça-feira (31) entre o cineasta, André Sturm, ex-secretário municipal de Cultura de São Paulo e presidente do Belas Artes Grupo, e o crítico de cinema e diretor na Fundação Palmares Marcos Petrucelli.

A polêmica surgiu nos últimos dias, quando foram divulgados cachês de alguns shows sertanejos pagos por prefeituras de cidades pequenas ao redor do país.

Sobre o uso do dinheiro público para esta finalidade, Petrucelli avalia que “a gente pode até considerar que seja imoral uma cidade tirar do seu orçamento um dinheiro tão grande para pagar um artista, mas ilegal não é”.

Embora tenha concordado que o contrato de shows por prefeituras não infringe a Constituição, na avaliação de Sturm, “um milhão de reais por um cachê artístico pago por uma prefeitura é dinheiro demais”.

“Eu não acho que a prefeitura deve usar o seu dinheiro para contratar um artista que a iniciativa privada contrata com frequência, por um cachê tão elevado”, analisou Sturm.

Para Petrucelli, a discussão passa também no âmbito político. “Politização acho que sempre existe. Eu acho que, neste momento, o que está acontecendo já entra em uma questão ideológica”, afirmou.

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