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    Contrato foi cumprido, diz empresa de formatura após denúncia de desvio de quase R$ 1 milhão por aluna da USP

    Alunos afirmam que estudante transferiu dinheiro para conta pessoal sem conhecimento e consentimento da turma, e avaliam medidas legais cabíveis

    Vista aérea da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo.
    Vista aérea da Faculdade de Medicina da USP, em São Paulo. USP Imagens

    Léo LopesCarolina Figueiredoda CNN

    em São Paulo

    A empresa Ás Formaturas afirmou que cumpriu o que estava estabelecido em contrato após o surgimento de uma denúncia de que uma aluna de medicina da USP desviou quase R$ 1 milhão da comissão de formatura de sua turma.

    A suspeita Alicia Muller, de 25 anos e ex-presidente da comissão de formatura, é acusada de ter se apropriado de R$ 927 mil que seriam utilizados para custear a festa de conclusão de curso. O caso é investigado pela Polícia Civil. À CNN, ela negou todas as alegações.

    CNN entrou em contato com membros da comissão de formatura da Turma 106 da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP).

    Em nota conjunta, eles informaram que, no dia 6 de janeiro deste ano, tomaram conhecimento que Alicia “retirou, sem o conhecimento e consentimento de qualquer outro membro da comissão, um montante totalizando aproximadamente R$ 927 mil“.

    O dinheiro foi transferido para conta pessoal de Alicia, acusam os alunos. Ele tinha sido arrecadado ao longo de quatro anos de curso pela empresa Ás Formaturas, contratada pela turma para administrar as celebrações de fim de ano.

    A turma irá se formar no final de 2023 e pretendia realizar os eventos relacionados à formatura, como colação de grau e baile dos formandos, no início de 2024.

    “A atitude isolada da Sra. Alicia Muller não representa moral e eticamente a postura dos demais membros desta Comissão e os mais de 110 alunos aderidos, vítimas dessa conduta”, escreveu a comissão de formatura.

    “Ressalta-se o entendimento desta comissão de que a Sra. Alicia Muller descumpriu nosso estatuto ao movimentar esse montante sem a assinatura de nenhum outro membro e transferindo-o a uma conta pessoal sua”, acrescentou.

    Pela versão apresentada por Alicia aos colegas, ela teria perdido cerca de R$ 800 mil do valor arrecadado ao investir em um esquema alegadamente fraudulento de investimento. O restante teria sido utilizado para contratação de advogados na tentativa de reaver o dinheiro.

    De toda a história contada pela Sra. Alicia Muller, o único fato que temos certeza é a transferência do montante guardado sob custódia da empresa Ás Formaturas para uma conta pessoal dela. Ainda estamos averiguando em que contexto foram realizadas as transferências.

    Comissão de formatura da 106ª turma de medicina da USP

    Os alunos ainda pontuaram que estão “avaliando as medidas legais cabíveis e estruturando um plano de ação para as próximas semanas”.

    Contrato foi cumprido, diz empresa

    Procurada pela CNN, a Ás Formaturas se manifestou através de sua assessoria destacando que, em relação a esta turma de medicina da USP, “a Ás não se comprometeu com a realização ou produção de qualquer evento”.

    “A responsabilidade da Ás no contrato limitava-se a arrecadar os valores dos formandos e transferir para a turma, além da realização da cobertura fotográfica”, acrescenta o comunicado da empresa.

    “Neste sentido, todas as transferências foram realizadas rigorosamente conforme estabelecido nas cláusulas contratuais”, concluiu a Ás Formaturas.

    A empresa ainda afirmou que está “à disposição das autoridades para o fornecimento de contratos, documentos, e-mails e demais informações”.

    A Ás concluiu dizendo que está em contato com a comissão para buscar alguma solução que viabilize a realização do evento planejado.

    “Comissão tinha acesso à informação”, diz suspeita à CNN

    CNN entrou em contato pelo WhatsApp com Alicia Muller neste sábado (15) para responder as acusações.

    Ela enviou o seguinte posicionamento: “Nego todas as acusações e informo que a comissão de formatura tinha acesso à informação da retirada do dinheiro.”