‘Corrupção ou incompetência’, diz vereador sobre compra de máscaras caras em BH

A gestão do prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), será investigada por suspeitas de superfaturamento na compra de 2 milhões de máscaras

Da CNN em São Paulo

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Em entrevista para a CNN, o vereador Fernando Borja (Avante-MG) falou sobre a denúncia que fez de superfaturamento na compra de 2 milhões de máscaras realizada pela prefeitura de Belo Horizonte no começo do mês de maio. Para ele, a situação demonstra “muita esperteza” e pode ser considerada “corrupção ou incompetência”.

A gestão do prefeito Alexandre Kalil (PSD) será investigada pelo Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF-MG). Segundo a denúncia, a prefeitura comprou 630 mil máscaras pelo valor de R$ 3,88 a unidade, sendo que na mesma semana o governo do estado teria comprado máscaras de outra empresa pelo preço de R$ 1,89 cada. 

Além disso, Borja questiona o fato de o município ter comprado máscaras de fornecedores diferentes em um mesmo dia, por R$ 1,99 a mais barata e R$ 3,88 a mais cara.

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“Todos os pedidos de informações que a gente faz, a prefeitura nega-se veementemente e consistentemente. Chegamos até a fazer um pedido de impedimento do nosso prefeito por mais de 360 pedidos de informações que não foram atendidos nos últimos três anos”, contou.

O vereador falou ainda que Kalil poderia ter comprado as máscaras por um valor mais baixo, assim como o próprio estado fez. “Ele usa sempre a tabela do estado quando precisa comprar mais caro”, ressaltou.

A prefeitura justificou a compra dizendo que a empresa que ofereceu o menor preço não conseguia atender à demanda de 2s milhões de máscaras. Assim, a prefeitura optou por comprar de empresas do menor para o maior preço.

“Pegamos a mais barata, compramos tudo o que podiam vender, partimos para a segunda e assim sucessivamente. Se a mais barata conseguisse vender os 2 milhões, tínhamos comprado tudo dela.”

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