Crise hídrica é mistura de fenômenos normais e mudanças climáticas, diz biólogo

Em entrevista à CNN, o vice-presidente do IDS, João Paulo Capobianco, afirmou que o país não tem se planejado com a relação às mudanças no clima

Da CNN, em São Paulo

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Em entrevista à CNN, o biólogo, ambientalista e vice-presidente do Instituto Democracia e Sustentabilidade (IDS), João Paulo Capobianco, afirmou que a crise hídrica no Brasil se deve à mistura de fenômenos naturais, como o La Niña, com as mudanças climáticas. 

“Vivemos uma situação em que ocorre um sinergismo entre fenômenos normais com o agravamento dos eventos climáticos extremos, que são secas intensas e prolongadas e chuvas muito fortes e localizadas”, disse Capobianco.

“Esse tipo de evento gera um prejuízo tremendo na administração da segurança hídrica.”

Na última quinta-feira (27), o Sistema Nacional de Meteorologia (SNM) emitiu o primeiro Alerta de Emergência Hídrica para o período de junho a setembro, na região da Bacia do Paraná, que abrange os estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná.

Segundo o biólogo, o país também não vem criando planos para enfrentar às mudanças climáticas nos últimos anos.

“Infelizmente, o Brasil enfrenta uma dificuldade histórica, da falta de planejamento e a falta de iniciativa para incorporar a questão das mudanças climáticas ao mesmo”, explicou o vice-presidente do IDS. “Não investimos praticamente nada em adaptação”.

O vice-presidente do IDS, João Paulo Capobianco, em entrevista à CNN
O vice-presidente do IDS, João Paulo Capobianco, conversou com a CNN sobre a emergência hídrica (29.mai.2021)
Foto: Reprodução / CNN

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