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    Defesa de brasileiras presas após troca de malas deve mover ação contra Alemanha

    A equipe que representa o casal informou que pretende ingressar com ação contra o Ministério Público Alemão e contra o Estado Alemão, "a fim de reparar os danos morais e materiais causados às brasileiras presas injustamente"

    Kátyna Baía e Jeanne Paolini com suas famílias após voltarem para o Brasil depois de passar 38 dias presas injustamente na Alemanha.
    Kátyna Baía e Jeanne Paolini com suas famílias após voltarem para o Brasil depois de passar 38 dias presas injustamente na Alemanha. Arquivo pessoal

    Da CNN

    A equipe de defesa das brasileiras Kátyna Baía e Jeanne Paolini, que foram presas na Alemanha depois de terem as malas trocadas por bagagens com drogas no aeroporto de Guarulhos, informou à CNN que pretende ingressar com ação contra o Ministério Público Alemão e contra o Estado Alemão, “a fim de reparar os danos morais e materiais causados às brasileiras presas injustamente”.

    A defesa também disse que vai apresentar uma queixa ao Tribunal Europeu de Direitos Humanos sobre a lesão ao direito à saúde da Kátyna Baía, que teria sido impedida de tomar seus medicamentos enquanto estava presa.

    Eles informaram que a advogada Chayane Kuss, constituída para conduzir o caso na Alemanha, está estudando todos os desdobramentos indenizatórios cabíveis pela jurisdição alemã. “Tudo que estiver ao nosso alcance para questionar e exigir justiça, iremos atuar ativamente”, disseram.

    “Precisamos calcular, detalhadamente, todos os prejuízos patrimoniais que elas sofreram durante esse período. Também precisamos quantificar o valor a ser reparado pelo dano moral antes de ingressar com a ação. Como envolve um caso complexo, não vamos agir com imediatismos”, explicaram em comunicado.

    A defesa do casal também informou que ambas começaram a fazer terapia nesta segunda-feira (17) por conta do ocorrido. “Estão dormindo pouco, ainda com muitas sequelas emocionais do trauma.”

    Relembre o caso

    A polícia alemã apreendeu no início de março duas malas com 20 quilos de cocaína cada, etiquetadas com os nomes de Jeanne e Kátyna, e elas foram presas.

    A base para a liberação foram as imagens que mostram as bagagens sendo trocadas durante uma escala no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. Segundo a Polícia Federal, um dia antes do embarque do casal de brasileiras, outra goiana teve a etiqueta da mala trocada por bagagem com drogas ao viajar para Paris, na França, mas não foi presa.

    Vídeos obtidos pelo Fantástico, da TV Globo, mostram como dois funcionários do aeroporto identificam as duas malas de Kátyna e Jeanne, uma rosa e uma preta, separam e, discretamente, retiram a etiqueta delas em uma área de segurança e de acesso restrito que é monitorada por várias câmeras.

    Em outro vídeo, duas mulheres chegam ao aeroporto com duas malas de cores diferentes por volta das 20h30. Seriam as malas que continham os 40 quilos de cocaína, segundo a polícia. As duas vão a um guichê de companhia aérea após um sinal da única funcionária no local, deixam as malas e saem em seguida do aeroporto, sem embarcar para qualquer destino.

    As duas malas são levadas para o mesmo veículo onde estão as malas de Kátyna e Jeanne e a troca é feita.

    A Operação Iraúna da PF já prendeu sete pessoas por envolvimento no caso.

    *Publicado por Fernanda Pinotti, com informações de Manoela Carlucci, da CNN, em São Paulo