Caso Henry: Defesa de Jairinho pede absolvição em processo na Câmara do Rio
Na próxima segunda-feira, o conselho de ética da Câmara dos Vereadores vota o relatório que pede a cassação do mandato do vereador
A defesa do vereador Jairo Souza Santos Junior, o Dr. Jairinho, entregou, nesta sexta-feira (25), o documento que pede a absolvição do parlamentar no processo movido contra o parlamentar na comissão de ética da Câmara dos vereadores. Ele pode ser o primeiro vereador do Rio de Janeiro a ter o mandato cassado. O repórter Pedro Duran, da CNN, teve acesso ao documento. Nele, o advogado de Jairinho alega que não houve quebra de decoro parlamentar, já que ele ainda não foi julgado pela morte do enteado, Henry Borel.

No relatório, Jairinho também é descrito como uma pessoa de hábitos simples e que sempre agiu de maneira cordial com os colegas. “Ao contrário da afirmativa do Parecer, dentro e fora do Parlamento, o Representado sempre agiu com decoro. Ao longo de sua exitosa trajetória política o Representado foi autor de diversos projetos de leis, sempre respeitado entre governistas e opositores”.
O documento diz também que foi criada uma campanha midiática contra o vereador e cita o episódio do telefonema que ele deu ao governador do Rio de janeiro, Claudio Castro, na noite da morte de Henry. O advogado afirma que não houve tráfico de influência e que o governador se limitou a dizer que “o caso seria investigado pela delegacia responsável pelo inquérito e encerrou a ligação”. O relatório também descreve o delegado Henrique Damasceno, responsável pelo inquérito, como “parcial” e os depoimentos como “inescrupulosos e vingativos”. Por isso, pede o arquivamento do processo.
Na próxima segunda-feira, o conselho de ética da Câmara dos Vereadores vota o relatório que pede a cassação do mandato do vereador. Se aprovada pelos sete integrantes do conselho de ética, a votação da perda do mandato irá a plenário, onde precisa ser chancelada por dois terços dos vereadores, ou seja, 34 votos.
Jairinho e a mãe do menino Henry Borel, Monique Medeiros, estão presos desde o dia 8 de abril, acusados de homicídio triplamente qualificado pela morte da criança de quatro anos. O vereador também foi indiciado pela tortura de outras duas crianças, filhos de ex-companheiras.