Delegada é impedida de entrar em loja de Fortaleza; polícia investiga racismo

Imagens do circuito interno da Zara serão analisadas; loja diz ter adotado protocolo de segurança contra a Covid-19 por mulher estar sem máscara

Polícia Civil cumpre mandado de busca e apreensão em loja de Fortaleza
Polícia Civil cumpre mandado de busca e apreensão em loja de Fortaleza Divulgação/Polícia Civil do Estado do Ceará

Anna Gabriela CostaGiulia Alecrimda CNN

em São Paulo

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A Polícia Civil do Ceará está apurando um suposto caso de racismo, que teria ocorrido na última terça-feira (14), contra uma delegada negra em uma loja de Fortaleza. Conforme informações da polícia, a mulher foi impedida por um funcionário de entrar em uma loja da Zara situada no bairro Edson Queiroz.

De acordo com nota enviada à CNN pela polícia, imagens do circuito interno de segurança serão analisadas para auxiliar na investigação do caso.

“O caso foi registrado na última terça-feira (14), após a vítima, que é negra, ter sido impedida por um funcionário de entrar no local. Com o objetivo de subsidiar as apurações, um mandado de busca e apreensão foi cumprido no domingo (19) e resultou nas apreensões dos equipamentos de gravação do estabelecimento comercial. Os dispositivos serão submetidos à perícia. A unidade policial realizará, ainda, oitivas acerca do caso”, informou a Polícia Civil do Ceará.

Segundo a Zara, a delegada foi impedida de entrar na loja por não estar usando máscara, pois estava tomando um sorvete no momento. A loja acrescenta que o procedimento é adotado com qualquer cliente que esteja sem máscara no estabelecimento.

A loja afirma que não tolera qualquer tipo de discriminação racial, e que o caso está restrito aos protocolos de segurança contra a Covid-19.

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