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    Denúncias de discriminação racial em SP em 2022 já superam últimos três anos

    Secretaria da Justiça e Cidadania do estado contabiliza 265 episódios no primeiro semestre de 2022

    Manifestante levanta cartaz com os dizeres "racismo é um vírus" em protesto em São Paulo em junho de 2020
    Manifestante levanta cartaz com os dizeres "racismo é um vírus" em protesto em São Paulo em junho de 2020 Felipe Beltrame/NurPhoto via Getty Images

    Henrique AndradeLeonardo Rodriguesda CNN

    São Paulo

    Nos primeiros seis meses de 2022, o estado de São Paulo já registrou 265 denúncias de discriminação racial, número superior à somatória dos registros entre 2019 e 2021. Nestes três anos, a Secretaria da Justiça e Cidadania do estado contabilizou 251 casos ao todo.

    À CNN, Fenando José da Costa, secretário de Justiça e Cidadania de São Paulo, afirmou que o aumento se dá em razão do maior acesso aos canais de denúncia e a consciência crítica contra esses atos.

    “Aqui no Estado de São Paulo combatemos fortemente a discriminação racial. Os aumentos de casos se dão por algumas razões: a divulgação dos canais de acesso para denúncia (ouvidoria ou site da secretaria), a consciência crítica das pessoas de que racismo é crime e confiança na punibilidade”, afirmou o secretário.

    As denúncias podem ser realizadas pelo site da Secretaria ou através da Ouvidoria e da Coordenação de Políticas para a População Negra e Indígena do estado.

    Nos últimos meses, casos de racismo em São Paulo e no Brasil têm ganhado maior repercussão. Em um dos episódios mais recentes, no domingo (17), um torcedor do Fluminense usou as redes sociais para denunciar um ato de racismo sofrido na partida contra o São Paulo, no estádio do Morumbi.

    Segundo o Observatório da Discriminação Racial no Futebol, o Brasil soma 57 denúncias por injúria racial no futebol em 2022. Em 2021, foram 64 registros.

    Nas últimas semanas, outros dois casos relevantes avançaram na Justiça brasileira. No dia 15 deste mês, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios acatou a ação pública impetrada por quatro entidades contra o ex-piloto de Fórmula 1 Nelson Piquet por falas racistas e homofóbicas sobre o heptacampeão mundial da categoria, Lewis Hamilton.

    Já no último dia 11, o Ministério Público de São Paulo denunciou o vereador Camilo Cristófaro (sem partido) por racismo em razão do episódio em que o parlamentar usou a expressão “é coisa de preto” durante uma sessão da CPI dos Aplicativos.