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    Depois de RJ tornar acarajé patrimônio local, deputado apresenta proposta para tornar patrimônio baiano

    Cláudio Castro sancionou projeto de deputados do MDB e PSOL que torna o bolinho patrimônio cultural fluminense; parlamentar baiano ressalta que acarajé faz parte da história gastronômica do estado

    Acarajé
    Acarajé Banco de imagens/Pixabay

    Renato Pereirada CNN

    São Paulo

    Um projeto de lei na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) quer instituir o acarajé como patrimônio cultural do estado. A medida seria uma reação a uma lei similar sancionada no Rio de Janeiro pelo governador Cláudio Castro (PL).

    A proposta foi apresentada pelo deputado estadual Antônio Henrique Júnior (PP). De acordo com o parlamentar, o acarajé é um prato típico da culinária baiana, embora tenha origem africana.

    A iguaria é produzida e consumida em um complexo processo cultural que media os domínios sociais, simbólicos e cosmológicos do povo baiano, não sendo apenas um suporte identitário, mas também constituidor da vida social.

    “Ele está presente em diversos contextos de sociabilidade como comida típica, quitute baiano, bolinho de santo, comida de origem africana e meio de sobrevivência. Seu consumo está diretamente relacionado ao dia a dia do baiano, que o consome após o trabalho, durante o percurso de volta para casa, ao final da tarde, nas praias, festas e largos. Configura-se também como ponto de encontro de redes, relações e grupos”, afirmou Henrique Júnior.

    O projeto do deputado baiano vem depois que o governador do Rio de Janeiro sancionou a lei 10.157/23, de autoria dos deputados Átila Nunes (MDB), Dani Monteiro e Renata Souza, esses últimos do PSOL, que torna o acarajé um patrimônio cultural do Rio de Janeiro.

    Ainda de acordo com o deputado baiano, o ofício das Baianas de Acarajé, neste contexto, é um patrimônio cultural que muito contribui para a caracterização da identidade do brasileiro e para suas práticas.

    “A venda do acarajé é uma tradição antiga que passa de geração em geração e que garante o sustento de muitas famílias. “A patrimonialização do saber desse ofício é um processo que deve ser construído socialmente por diversos atores, inclusive essa Casa Legislativa, reconhecendo a devida importância deste alimento para cultura do nosso estado e a necessidade de preservá-lo”, concluiu Antônio Henrique Júnior.

    O ofício faz parte do Livro dos Saberes como Patrimônio Imaterial do Brasil desde 2005. Apesar disso, a proposta que tornava o bolinho Patrimônio Imaterial de Salvador foi vetado, em 2020, pelo então prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto.

    O acarajé é composto por um bolinho feito a partir do feijão fradinho, frito em azeite de dendê e servido juntamente com vatapá, caruru, camarão, salada de tomate, além da pimenta. É preparado e comercializado nos tabuleiros das chamadas baianas de acarajé.

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