Doações de empresas apoiam estrutura de imunização pelo Brasil
Movimento Unidos Pela Vacina faz uma ponte entre os gestores públicos e o setor privado para que os recursos necessários à vacinação sejam adquiridos
A vacinação contra a Covid-19 expôs, além do desafio da disponibilidade das doses, a complexidade que é montar uma estrutura eficiente para atender tantas pessoas ao mesmo tempo em um país de vasto território como o Brasil.
Com mais de 40 anos, o Programa Nacional de Imunizações (PNI) garante vacinas a todos os brasileiros de todos os cantos, dos grandes centros às comunidades mais distantes. Porém, mesmo com a vasta experiência do Ministério da Saúde, a alta demanda por vacinação em todo o país faz com que a estrutura básica não esteja disponível em alguns locais.
Por conta disso, iniciativas de empresas têm ajudado a agilizar a vacinação contra a Covid-19 no Brasil.
O movimento Unidos Pela Vacina, por exemplo, faz uma "ponte entre os gestores públicos e o setor privado", como explica a líder do núcleo do Rio de Janeiro do Mulheres do Brasil - que organiza a iniciativa -, Ariane Trevisan.
De acordo com Trevisan, a ação buscou empresas para ajudar a construir a estrutura de vacinação no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, na capital fluminense.
No Rio de Janeiro, oito pontos de imunização em drive-thru tiveram ajuda de empresas, que atuam direto onde o setor público esbarra na falta de recursos ou na lentidão da burocracia.
Ajuda de empresas
Um levantamento feito pela equipe do projeto em mais de 5 mil cidades de todo o país revela que alguns desses lugares não possuem equipamentos básicos para vacinação. Em todo o Brasil, mais de 500 cidades já receberam apoio da iniciativa.
No Ceará, a cidade de Maranguape recebeu computadores. A doação também foi feita a Juripiranga e Santa Cecília, na Paraíba.
Na região metropolitana de Belo Horizonte, Nova Lima recebeu apoio para montagem da estrutura de vacinação em drive-thru.
Atibaia, em São Paulo, ganhou aparelhos de ar-condicionado para as salas de imunização.
