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    Dom e Bruno: Polícia acha inverossímil versão apresentada por suposto envolvido no crime

    Em depoimento, suposto envolvido no crime afirmou que assassinatos teriam ocorrido por ciúmes

    Protesto pelos assassinatos de Dom Phillips e Bruno Pereira em Brasília
    Protesto pelos assassinatos de Dom Phillips e Bruno Pereira em Brasília 19/06/2022 REUTERS/Ueslei Marcelino

    Carol QueirozNathallia FonsecaGiulia AlecrimIngrid Oliveirada CNN

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    O superintendente da Polícia Federal, Eduardo Fontes, diz não acreditar completamente na versão do crime descrita por Gabriel Pereira Dantas, de 26 anos, que afirmou ter participado da morte do indigenista brasileiro Bruno Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips. À CNN, porém, Fontes disse achar a versão “inverossímil”.

    No depoimento do suposto suspeito, obtido pela CNN, Gabriel disse ser de Manaus, mas afirmou que morava em Atalaia do Norte (AM). Ele alegou que Amarildo da Costa de Oliveira prometeu não entregá-lo à polícia “se a casa cair”, e que Dom foi alvo do crime por ciúmes.

    “Ele disparou e matou o ‘gringo’ mais magro [Dom] pelo motivo de que ele [Amarildo] disse que ele mexeu com sua mulher”, afirmou Gabriel à polícia.

    Sobre o motivo da morte de Bruno, de acordo com o depoimento, Gabriel disse que “morreu de graça” para não incriminar Amarildo.

    Gabriel contou que no dia do crime ele estava bebendo com Amarildo, conhecido como Pelado, um dos suspeitos preso pelo crime, e recebeu um convite para pilotar a embarcação. Amarildo confessou, no dia 15 de junho, ter participado do assassinato da dupla.

    O depoimento de Gabriel passa por análise da Polícia Federal, que investiga, até o momento, cinco suspeitos pelo crime, dos quais três estão presos.

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