Educação básica evoluiu, mas precisa de mais investimento, avalia Claudia Costin

Para a diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da FGV, meta do Plano Nacional de Educação (PNE) é "ambiciosa"

Da CNN, em São Paulo
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Dados do Relatório do 3º Ciclo de de Monitoramento das Metas do Plano Nacional de Educação (PNE) 2020 divulgados nesta quinta-feira (2) mostram que o Brasil só conseguiu atingir uma das 20 metas previstas em lei para serem atingidas entre 2014 e 2024.

Em entrevista à CNN, Claudia Costin, diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV), disse que a educação básica conseguiu evoluir em alguns itens, mas que a meta do PNE é "ambiciosa" e precisaria de mais investimento para ser cumprida.

“Nós tivemos um progresso até o final de 2019 e não é elementar, mas as metas que foram colocadas no PNE são muito ambiciosas e demandariam um financiamento para a educação e um combate à desigualdade educacional muito mais firme”, afirmou.

Segundo ela, houve um avanço nas notas e na qualidade de ensino no quinto ano do ensino fundamental, mas infelizmente o mesmo não aconteceu com o nono ano. Já o ensino médio está estagnado em um patamar baixíssimo.

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“Faltam recursos, porque o gasto por aluno na educação básica brasileira é muito inferior à média da OCDE [Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico]. Já o custo por aluno no ensino superior é muito superior à média”, falou.

Claudia defendeu ainda o aumento da remuneração dos professores e a adoção da educação integral, como acontece em boa parte da Europa e nos Estados Unidos.

(Edição: Bernardo Barbosa)