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    Educação é chave para combate à intolerância religiosa, avalia especialista

    À CNN Rádio, a advogada criminalista Fayda Belo destacou que lei que prevê ensino sobre a cultura e religião africanas nas escolas não é cumprida

    Devotos celebraram Dia de Iemanjá no Rio de Janeiro
    Devotos celebraram Dia de Iemanjá no Rio de Janeiro Tânia Rêgo/Agência Brasil

    Amanda Garciada CNN

    Em entrevista à CNN Rádio, no CNN No Plural, a advogada criminalista Fayda Belo afirmou que o caminho para combater a intolerância religiosa passa pelo ensino básico nas escolas.

    A especialista destacou que o Brasil é um estado laico e existe uma cláusula pétrea na Constituição que aponta que todo cidadão tem direito de escolher a sua própria religião, sem ser discriminado.

    Mesmo assim, Fayda reforça que que o racismo – seja o de cor ou o religioso — é um crime “monstruosamente perfeito no Brasil.”

    Em especial no que diz respeito às religiões de matrizes africanas.

    “Desde 2003 existe uma lei que todas as escolas têm de incluir no plano anual de ensino a cultura e religião africanas, mas ela não é aplicada”, contou.

    Ela afirma que a lei repressiva, o crime de fato, ganha as atenções, mas “vamos rodar em círculos”: “É preciso ir na base, na educação, para que a criança entenda que outros não terem a mesma religião que a dela não quer dizer que ela seja ruim.”

    Injúria religiosa x racismo religioso

    A advogada explicou ainda a diferença entre a injúria religiosa e racismo religioso.

    “A injúria é quando ofendo a dignidade de alguém em decorrência da religião, agora o racismo religioso é a aversão contra uma religião em si, e geralmente as vítimas são de religiões de matriz africana”, completou.

    Fayda acredita que é importante denunciar esse tipo de crime, já que “programas de políticas públicas” são criadas de acordo com números e dados.

    “Quando mais dados, mais chances de programas que rechaçam o mal sejam realizados”.

    *Com produção de Isabel Campos