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    Inclusão de minorias nas candidaturas políticas ajuda a democracia, diz especialista

    À CNN Rádio, Denilde Holzhacker afirmou que crescimento no Brasil ainda acontece a passos lentos

    Urna eletrônica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
    Urna eletrônica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Foto: Arquivo/Agência Brasil

    Amanda GarciaLetícia VidicaTalita Amaral

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    A inclusão de minorias – mulheres, negros e pessoas LGBTQIA+, por exemplo – nas candidaturas políticas “traz qualidade para a democracia”, segundo a cientista política Denilde Holzhacker.

    Em entrevista à CNN Rádio, no CNN no Plural, ela explicou que a “representação política tem que ser capaz de expressar as diferenças na sociedade.”

    “Quanto mais conseguimos ter representação que existe na sociedade no debate das políticas, quanto a gênero, raça, grupos étnicos, diferentes orientações sexuais, não torna só mais efetivo em termos de lógica políticas, mas traz ganho na qualidade da democracia”, completou.

    Isso porque, de acordo com Denilde, “é possível atender as demandas de todos os grupos e também da maioria da sociedade”: “Consigo atender os pedidos de todos os grupos, ou pelo menos alguma política endereçada a eles, é um passo importante.”

    No entanto, ela destaca que, no Brasil, isso acontece de forma lenta: “Apesar de termos leis já visando a representação, temos barreiras muito grandes que fazem com que não se avance, já temos um processo desde meados dos anos 90, com cotas para mulheres e hoje inclui outros grupos para estimular.”

    Denilde lembra que as decisões no País estão voltadas para questão das regras: “Instituímos leis, temos novas regras eleitorais para aumentar a participação, mas, para ter uma base e conseguir romper, tem outro tipo de ação necessária que envolve questões culturais e socioculturais.”

    “A gente precisa não só ter candidatos, mas estimular a participação para que, de fato, possam apresentar suas ideias com espaço, para romper com preconceitos, racismo estrutural e desigualdade, a legislação é impulsionador importante, mas enquanto não tiverem voz capaz de romper preconceitos, ainda ficamos limitados a crescimento paulatino”, disse.

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