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    Em 18 anos, Amazônia perdeu 269 mil km², indica estudo

    Cerrado e o Pampa também apresentaram perdas importantes neste século, segundo o levantamento

    Pedro Teixeira, da CNN, em Goiânia

    O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou, nesta quinta-feira, o levantamento  “Contas de Ecossistemas: Extensão por Biomas (2000-2018)” que mostra que entra 2000 e 2018, os biomas terrestres brasileiros perderam cerca de 500 mil km2 da sua cobertura natural.

    A maior perda foi do bioma Amazônia (269,8 mil km²), seguido pelo Cerrado (152,7 mil km²). Já a maior perda percentual ocorreu no Pampa: menos 16,8% de área natural. 

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    A Amazônia perdeu quase 25% de sua cobertura florestal, substituída, principalmente, por áreas de pastagem com manejo, que passaram de 248,8 mil km², em 2000, para 426,4 mil km² da Amazônia, em 2018.

    No mesmo período, o Pantanal, que hoje, registrou o mês com o maior número de focos de incêndio de sua história, teve, segundo o IBGE, ganhos territoriais da sua cobertura natural. No bioma que ocupa os estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o aumento foi de 2,1 mil km2, isso significa, em percentual, mais 1,6% de área natural.

    O estudo mostrou uma desaceleração, ao longo dos 18 anos, nas perdas de áreas naturais no Brasil. A maior desaceleração ocorreu no Bioma Mata Atlântica: de uma perda de 8.793 km², entre 2000 e 2010, para menos 577 km², entre 2016 e 2018. 

    A Mata Atlântica, que sofre a ocupação mais antiga e intensa, conserva apenas 16,6% de suas áreas naturais, o menor percentual entre os biomas. Já a Caatinga, o terceiro bioma mais preservado do país, tem 36,2% de seu território sob influência humana. 

    No Cerrado, o IBGE, mostrou uma grande expansão para ocupação de agricultura. A área aumentou 102,6 mil km², entre 2000 e 2018. Em 2018, 44,61% das áreas agrícolas e 42,73% das áreas de silvicultura do Brasil encontravam-se no bioma.

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