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    Em dia de viagem de Bolsonaro à Rússia, tensão na Ucrânia segue no radar do investidor

    O temor sobre uma possível invasão da russa na Ucrânia segue preocupando o mercado no exterior, enquanto investidores no Brasil ficam de olho na viagem do presidente Jair Bolsonaro à Rússia

    Priscila Yazbekda CNN

    Em São Paulo

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    O temor de uma possível invasão na Ucrânia segue preocupando o mercado, com investidores acompanhando também a viagem do presidente Jair Bolsonaro (PL) à Rússia.

    Começando pelo exterior, os índices futuros americanos operam em queda, com a escalada na tensão entre a Rússia e o ocidente. O pedido dos Estados Unidos para que americanos saíssem da Ucrânia já tinha afetado os índices na sexta-feira (11). No entanto, a situação piorou com a falta de avanços na conversa entre os presidentes Joe Biden e Vladimir Putin no fim de semana.

    Analista avaliam que o mercado passou a precificar uma possível invasão russa. Porém, Roberto Attuch Junior, da OhmResearch, pondera que é difícil estimar até onde a situação pode chegar. Outro analista também lembra que quando se trata da Rússia, é muito difícil dizer se os mercados estão exagerando. Como o pior dos mundos para o mercado é a incerteza, os índices caem.

    O índice de mercado Vix, conhecido como ‘índice do medo’, chega a subir 14% pela manhã, para o maior nível desde dezembro.

    No momento, existem duas grandes incertezas no ar: a primeira é a Rússia, e a segunda é a ata do Comitê de Política Monetária dos Estados Unidos (Fomc), que vai sair na quarta-feira (16). Com a inflação americana batendo recorde em quatro décadas, o Federal Reserve (Fed) vem dando indicações mais duras aos mercados. Não está claro o tamanho e ritmo do aperto que o Banco Central americano fará.

    Com o clima de aversão ao risco pesando, índices europeus caiam mais de 3% pela manhã, para as mínimas desde janeiro. Já as bolsas na Ásia fecharam no negativo.

    Brasil

    Vindo para o Brasil, a rotação para commodities e o petróleo batendo a máxima em sete anos continuam blindando a bolsa brasileira, que teve leve alta na sexta-feira (11). Nesta segunda, o clima deve pesar sobre o Ibovespa, a não ser que haja algum avanço diplomático na Ucrânia.

    Investidores também monitoram a viagem do presidente Jair Bolsonaro (PL) à Rússia, citando dois riscos principais. O primeiro seria algum avanço militar com o presidente em solo russo, e o segundo a possibilidade de as falas de Bolsonaro serem interpretadas como um apoio a Vladimir Putin.

    A atenção aos riscos fiscais também seguem aqui no Brasil. Analistas destacam que a piora de Bolsonaro nas pesquisas eleitorais aumenta a pressão sobre gastos públicos, com medidas como a PEC dos Combustíveis, que visam elevar a popularidade do presidente.

    Por fim, acabou de ser divulgado o Boletim Focus. A previsão de inflação para este ano subiu de 5,44% para 5,5%, mas segue em 3,5% para o ano que vem. O PIB de 2022 foi mantido em 0,3%, mas caiu de 1,53% para 1,5% em 2022.

    O principal destaque do boletim desta segunda fica por conta da Taxa Selic. Depois do resultado do Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) de janeiro e da ata mais dura do Banco Central (BC), a Selic passou de 11,75% para 12,25% este ano, e se manteve em 8% para o ano que vem.

    Ibovespa Futuro tem leve queda de 0,32%, a 113.266 pontos, e o dólar sobe 0,32%, a R$ 5,25. O S&P 500 Futuro cai 0,94%, a 4.377 pontos.

    Agenda do Dia

    Além do Boletim Focus, às 15h tem o desempenho da balança comercial. Atenção também à chegada do presidente Jair Bolsonaro na Rússia. Já a temporada de balanços segue, com resultados do Banco do Brasil e Itaúsa, após fechamento.

    No exterior, James Bullard, membro do Federal Reserve, discursa às 10h30. Christine Lagarde, presidente do Banco Central europeu, fala às 13h15. À noite, tem o resultado do PIB do Japão.

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