Em três anos, milicianos desmatam 497 campos de futebol em áreas ambientais no Rio

Áreas de proteção ambiental foram utilizadas para a construção de empreendimentos

4,97 milhões de metros quadrados de áreas de proteção ambiental foram desmatadas de 2017 a 2020 no Rio, principalmente na zona oeste da cidade
4,97 milhões de metros quadrados de áreas de proteção ambiental foram desmatadas de 2017 a 2020 no Rio, principalmente na zona oeste da cidade Fernando Frazão/Agência Brasil

Lucas Janoneda CNN

no Rio de Janeiro

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A atuação ilegal de milícias na cidade do Rio de Janeiro já causou um desmatamento de 4,97 milhões de metros quadrados de áreas de proteção ambiental em apenas três anos, de 2017 a 2020. As áreas foram utilizadas para a construção de empreendimentos.

O número representa uma desflorestação de um espaço equivalente a aproximadamente 497 campos oficias de futebol em matas da capital fluminense. A informação foi divulgada, nesta segunda-feira (25), pela Secretaria municipal de Meio Ambiental (Smac), com o apoio da Polícia Militar (PM).

O desmatamento acontece majoritariamente na zona oeste da cidade. Segundo os dados da Smac, o bairro de Campo Grande, Guaratiba e Santa Cruz simbolizam os três locais mais devastados da capital. Juntos, eles somam 2,33 milhões de metros quadrados –quase metade de todos os desmatamentos ilegais do período.

Na intenção de dificultar a ação dos milicianos, os agentes da Smac realizam patrulhamentos frequentes em áreas dominadas pelos criminosos. Em estimativa feita pela Prefeitura do Rio, é apontado que tais ações causaram um prejuízo de pelo menos R$ 374,28 milhões às milícias da capital. O cálculo da perda financeira dos milicianos é feito a partir de investimentos feitos nesses locais e de lucros em construção futura de empreendimentos.

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