Funcionária de Jairinho presta novo depoimento à polícia e muda versão inicial

No depoimento desta quarta-feira (14), mulher confirmou que estava em casa quando Jairinho supostamente agrediu Henry Borel antes do dia da morte do menino

Iuri Corsini, da CNN, do Rio de Janeiro

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A funcionária do lar (que chamaremos de R.) que trabalhava na casa do vereador Jairo Souza Santos, conhecido como Dr. Jairinho, e a professora Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, de 4 anos, confirmou à CNN que estava na casa do casal quando a babá de Henry relatou à mãe do menino, por mensagens de WhatsApp, sobre as supostas agressões sofridas pela criança. 

R. prestou novo depoimento à polícia civil nesta quarta-feira (14) e relatou que “não viu e nem ouviu nada em relação às agressões, mas presenciou quando o menino saiu do quarto de Jairinho e foi direto para o colo da babá”. Porém, ressaltou que ele não estava com expressão de choro. 

No primeiro depoimento prestado à polícia, no dia 23 de março, R. passou a ideia de uma família harmônica e não mencionou qualquer situação suspeita. Ao contrário, na ocasião, ela afirmou que Jairinho nunca ficou sozinho com Henry e que também nunca presenciou briga na casa. 

Por telefone à CNN, a funcionária disse ainda que não mentiu em seu depoimento inicial e que está confiante em relação ao que relatou aos investigadores do caso nesta quarta-feira. 

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Foto: Reprodução/Instagram

A babá do menino Henry também prestou um novo depoimento, na última segunda-feira (12), ocasião em que afirmou estar com a funcionária na casa de Jairinho e Monique, quando supostamente o vereador agrediu o menino no quarto do casal. Após este depoimento da babá ter confrontado o que disse a funcionária do lar em seu primeiro testemunho, R. voltou à delegacia para uma nova arguição.

Aos investigadores, a babá também relatou que quando Henry saiu do quarto e reclamou de dor no joelho, a funcionária chegou a perguntar se ele tinha machucado o pé. Henry então respondeu que foi por causa da “banda”, mas não explicou exatamente o que significava e que a funcionária também não perguntou.

O 2º depoimento da funcionária foi realizado nesta quarta-feira, na 16ª Delegacia de Polícia, na Barra da Tijuca, e durou cerca de quatro horas. Ela entrou e saiu do local com o rosto coberto e sem falar com a imprensa. R. foi a primeira pessoa a entrar na casa de Jairinho e Monique após a morte de Henry.

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