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    Equipamento que mede concentração de coronavírus no ar será testado no Rio

    Testes serão feitos em escolas públicas e locais de grande aglomeração, como a estação de trem Central do Brasil, na cidade do Rio

    Pessoas caminham na estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro, com máscaras em meio a surto do coronavírus
    Pessoas caminham na estação Central do Brasil, no Rio de Janeiro, com máscaras em meio a surto do coronavírus Foto: Ricardo Moraes - 24.mar.2020/ Reuters

    Isabelle Resende e Amábyle Sandri, da CNN, no Rio de Janeiro 

     A partir de setembro, pesquisadores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro vão começar a analisar a quantidade de vírus da Covid-19 dispersos no ar. Os testes devem começar a ser feitos nas escolas da rede pública do Rio de Janeiro.  

    Desde o ano passado, pesquisadores do Instituto de Biologia, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro vem desenvolvendo um equipamento capaz de capturar e medir a carga de coronavírus em diversos ambientes a partir de aerossóis presentes na atmosfera. 

    A ideia é fornecer informações mais precisas sobre a concentração do coronavírus em ambientes e a capacidade de contágio. Segundo os pesquisadores, a maioria dos estudos sobre risco de contágio está baseada em modelos teóricos e foi feita em hospitais. A pesquisa em andamento quer verificar na prática, com testes em escolas públicas e locais de grande aglomeração, como a estação de trem Central do Brasil. 

     O coordenador do estudo, Heitor Evangelista, afirma que comparado aos convencionais, o novo equipamento, que está em fase de ajustes, melhorou a eficiência para a coleta e preservação do coronavírus, que tem grande sensibilidade à degradação ambiental. 

    A equipe já identificou uma grande diferença entre a quantidade de vírus em ambientes fechados e abertos. Enquanto ao ar livre o equipamento fica praticamente sem vírus, em determinados locais fechados com aglomerações, luz ambiente de baixa intensidade e ar-condicionado, a coleta pode ser expressiva.  

    Os pesquisadores acreditam que os testes devem confirmar a baixa probabilidade de contágio nas atividades ao ar livre e com distanciamento entre pessoas. 

    O aparelho batizado de Coronatrack é um dispositivo individual portátil, de baixo custo. Ele foi criado pelas equipes do Laboratório de Radioecologia e Mudanças Globais (Laramg), do Departamento de Biofísica e Biometria da Uerj.  

    De acordo com a Uerj, o protótipo custou R$ 200, enquanto um modelo similar importado sai a R$ 4 mil.  

    De acordo com o coordenador da pesquisa, o sistema é parecido com o utilizado em mineração, para monitorar partículas de poeira no ar.  

    “A gente fez umas modificações nesse equipamento para ser mais eficiente para o vírus. O vírus está ligado às partículas no ar, ele não fica livre, ele se agrega às partículas que já estavam no ar e você inala tudo junto.” explica, o professor Heitor Evangelista.