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    Esposa e filho de deputado estão entre presos em operação contra milícia na Bahia

    Quinze pessoas foram denunciadas por crimes de lavagem de dinheiro, agiotagem e receptação; bloqueio de bens chega a R$ 200 milhões

    O deputado estadual Binho Galinha, da Bahia
    O deputado estadual Binho Galinha, da Bahia Divulgação/Assembleia Legislativa da Bahia

    Camila Tíssiada CNN

    Em Salvador

    Mayana Cerqueira da Silva, de 43 anos, e João Guilherme Cerqueira da Silva Escolano, de 18, estão entre os presos da operação El Patron, deflagrada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) na quinta-feira (7).

    Eles são, respectivamente, esposa e filho do deputado estadual Kleber Cristian Escolano de Almeida, conhecido como Binho Galinha (Patriota-BA), investigado por suspeita de chefiar uma milícia envolvida com lavagem de dinheiro, agiotagem e outros crimes em Feira de Santana, na Bahia.

    À CNN, o MP da Bahia afirmou que, após passarem por audiência de custódia, Mayana teve prisão convertida para domiciliar, porque tem um filho de 12 anos, e João Guilherme teve a preventiva mantida e foi encaminhado para o presídio em Salvador.

    Além da família e do deputado, outras 12 pessoas foram denunciadas pelo órgão e são investigadas. São elas: Thierre Figueiredo Silva, Nilma Carvalho Pereira, Ruan Pablo Pereira Carvalho, Alexandre Pereira dos Santos, Washington Martins Silva, Jorge Vinícius de Souza Santana Piano, Jackson Macedo Araújo Júnior, Vagney dos Santos Aquino, Josenilson Souza da Conceição, Roque de Jesus Carvalho, Bruno Borges França e Kleber Herculano de Jesus.

    Seis prisões foram efetuadas e quatro pessoas seguem foragidas. Além dos familiares de Binho Galinha, três policiais militares estão entre os presos. Eles não tiveram os nomes divulgados, mas segundo a PF, os PMs agiam como braço armado dessa organização, para fazer cobranças mediante violência e ameaças. Os valores cobrados seriam de jogos ilícitos e empréstimos com juros excessivos.

    As investigações apontaram que o grupo é suspeito por lavar dinheiro de jogo do bicho, agiotagem, receptação qualificada e desmanche de veículos. Além das prisões, R$ 200 milhões foram bloqueados das contas bancárias dos investigados.

    Ao todo, 33 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em imóveis – inclusive em propriedades do parlamentar. Armas, droga e documentos de interesse da investigação também foram apreendidos. A polícia vai seguir apurando se existem outros envolvidos.

    Binho Galinha se posicionou por meio de nota publicada em uma rede social. O deputado afirma que “está à inteira disposição da justiça da Bahia e que tudo será esclarecido no momento próprio”.

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