Estudo de vacinação em massa do Butantan em Serrana chega a 67% do público-alvo

Próxima e última etapa deve ter início na próxima quarta-feira (10); objetivo do estudo é verificar a eficácia da Coronavac

Fachada da Escola Edesio M. de Oliveira, no município de Serrana, interior de São Paulo, um dos locais escolhidos para vacinação
Fachada da Escola Edesio M. de Oliveira, no município de Serrana, interior de São Paulo, um dos locais escolhidos para vacinação Foto: Luciano Claudino/Código19/Estadão Conteúdo

Julyanne Jucá, da CNN, em São Paulo

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O estudo de vacinação em massa do Instituto Butantan em Serrana, no interior de São Paulo, que avalia a eficácia da Coronavac na redução da transmissão da Covid-19, chegou a 67% do público-alvo total nesse domingo (7) e encerrou a terceira fase. A próxima e última etapa deve ter início na próxima quarta-feira, dia 10 de março.

Iniciado em 17 de fevereiro, a cidade foi dividida em quatro regiões, cada uma com uma cor correspondente e iniciando a vacinação nas seguintes datas; Grupo Verde (17 a 21 de fevereiro), Grupo Amarelo (24 a 28 de fevereiro), Grupo Cinza (3 a 7 de março) e Grupo Azul (10 a 14 de março).

Com o objetivo de imunizar 28.380 voluntários em quatro etapas, o ‘Projeto S’ vacinou um total de 19.020 pessoas com a primeira dose da vacina contra o coronavírus. Nesta fase, definindo o grupo alvo com a cor cinza, 5.847 moradores da cidade foram vacinados, o que corresponde a 92,5% da expectativa inicial.

Na semana do dia 15, moradores da região verde poderão iniciar o recebimento da segunda dose da vacina e, portanto, estarão imunizados após o período de 21 a 30 dias da primeira dose e do início do projeto.

De acordo com o Butantan, o estudo em andamento é inédito no mundo e visa analisar o momento da pandemia em cada área da cidade em pequena escala para adoção de políticas públicas efetivas. 
Desenvolvido pelo Instituto Butantan, o estudo é realizado em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo e com a Prefeitura da cidade de Serrana, após aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto e avaliado pela Anvisa.

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