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    Estudo: Percepção de professores sobre currículo escolar é positiva apesar da pandemia

    À CNN Rádio, o gerente do Movimento pela Base, João Paulo Cêpa, reforçou os dados de uma pesquisa da organização que aponta que 78,4% dos educadores percebem alinhamento com novos currículos da Base Nacional Comum Curricular

    Pesquisa avaliou qualidade do ensino que chega aos alunos
    Pesquisa avaliou qualidade do ensino que chega aos alunos Orlando Junior/Prefeitura de Franco da Rocha

    Bruna Sales

    Mesmo após os impactos da pandemia na educação nacional, uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha apontou que 78,4% dos professores percebem coerência educacional a partir dos currículos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), implementada desde 2018. A iniciativa do estudo é do Movimento pela Base e da Fundação Lemann.

    Em entrevista à CNN Rádio, o gerente do Movimento pela Base, João Paulo Cêpa, afirmou que medir coerência é uma ação para entender “a qualidade da educação que está chegando a todos os estudantes do Brasil”.

    Coerência educacional é uma medida “do quanto a Base Nacional Comum Curricular define as aprendizagens, os conteúdos trabalhados em sala de aula, a formação continuada dos educadores, as avaliações e os materiais didáticos”, de acordo com o gerente.

    João Paulo Cêpa avaliou que os resultados da pesquisa são animadores, considerando que “90% dos educadores disseram que a pandemia afetou a implementação curricular nacional”. Ao todo, 1231 professores das redes municipal e estadual do Ensino Fundamental foram ouvidos no levantamento.

    “A pesquisa reflete também a diferença entre Secretarias estaduais e municipais. Quanto menor a rede, maior é o nível da coerência, o que mostra o nível da complexidade de instaurar diretrizes curriculares em um país grande como o Brasil”, destacou.

    Para o integrante do Movimento, a principal lição da pesquisa é focar na formação de educadores. “Na medida em que o professor conhece mais o currículo, ele desenvolve habilidades, aprendizagens, tem maior contato com os materiais de apoio. Isso na rede pública e privada”, disse João Paulo Cêpa. “É um desafio estratégico para a educação brasileira.”