Ex-presidente da Alerj está entre presos por fraude na saúde do Rio

Paulo Melo, condenado a 12 anos pela Operação Lava Jato, cumpria prisão domiciliar por causa da pandemia do novo coronavírus

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O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) Paulo Melo está entre os presos, nesta quinta-feira (14), em uma operação contra uma organização criminosa acusada de desviar R$ 3,9 milhões da área de saúde.

A Operação Favorito investiga um grupo liderado por empresários que, por meio do pagamento de vantagens indevidas à Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE) do Rio de Janeiro, a deputados estaduais e outros agentes públicos, se destaca há pelo menos 10 anos como um dos principais fornecedores de mão de obra terceirizada para o governo

Melo cumpria prisão domiciliar em razão da pandemia do novo coronavírus e estava em casa, em Saquarema, na Região dos Lagos. Ele foi levado pelos agentes para a sede da PF, na capital.

Histórico

Paulo Melo já havia sido preso em 2017 junto com os também deputados estaduais Edson Albertassi e Jorge Picciani, presidente da Alerj à época, por ter recebido propina para favorecer empresas dos setores de construção civil e transportes públicos.

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O Ministério Público Federal (MPF) alegou que as práticas ocorreram dentro de esquemas de corrupção vinculados a uma poderosa organização criminosa dentro do MDB fluminense, sob a liderança do então governador Sérgio Cabral.

Em março de 2019, os três foram condenados pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2). Melo recebeu pena de 12 anos e 10 meses e multa de R$ 7 milhões por corrupção passiva organização criminosa.

Em dezembro de 2019, ele conseguiu a progressão para o regime semiaberto. Desde 20 de março estava em prisão domiciliar.

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