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    Ex-tenente do Exército é preso pela PF em operação contra acervo ilegal de armas

    Segundo a força-tarefa da Polícia Federal, as investigações apontam que o militar da reserva estaria em posse de 33 armas obtidas ilegalmente

    Polícia Federal/Reprodução

    Cleber Rodriguesda CNN

    Um ex-tenente-coronel do Exército e ex-CAC, de 50 anos, foi preso na manhã desta sexta-feira (26/01), em Niterói, na região Metropolitana do Rio, suspeito de posse e comércio ilegal de armas. De acordo a força-tarefa da Polícia Federal, as investigações apontam que o militar da reserva estaria em posse de 33 armas obtidas ilegalmente.

    Na casa do preso, que não teve a identidade divulgada, os agentes apreenderam um revólver em situação irregular, munições, além de outros elementos de prova. Segundo a PF, o homem teve o registro e autorização de posse de arma cassados pelo Exército Brasileiro em 2023. Ele já havia sido investigado, em 2019, por desvio de armas de fogo enquanto era o chefe do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados (SFPC) na 1ª Região Militar.

    A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/RJ) é uma força-tarefa composta pela Polícia Federal e pelas Polícias Militar (PMERJ) e Civil (PCERJ) do Rio de Janeiro, que tem a finalidade de realizar uma atuação conjunta e integrada no enfrentamento ao crime organizado no estado do Rio de Janeiro. “As investigações prosseguirão com o objetivo de revelar a destinação das demais armas de fogo”, diz a nota da PF.

    Em nota à CNN, o Exército Brasileiro diz que o militar não faz mais parte do serviço ativo do Exército e que está colaborando com as investigações em curso.

    Nota – Exército Brasileiro

    O Comando Militar do Leste informa que o militar em questão já não faz mais parte do serviço ativo do Exército e que está colaborando com as investigações em curso. A Força não se manifesta sobre processos apuratórios conduzidos por outros órgãos, pois esse é o procedimento que tem pautado a relação de respeito do Exército Brasileiro com as demais instituições da República.

    Por fim, cabe destacar que o Exército Brasileiro não compactua com eventuais desvios de conduta de quaisquer de seus integrantes.