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    Família de casal atropelado por Marcinho estuda pedir indenização ao jogador

    Alexandre Silva Lima e Maria Cristina Soares morreram após serem atropelados pelo atleta na noite de 30 de dezembro, no Rio

    O jogador Marcinho e seu pai, Sérgio Lemos de Oliveira, prestam depoimento na 42º DP (Recreio)
    O jogador Marcinho e seu pai, Sérgio Lemos de Oliveira, prestam depoimento na 42º DP (Recreio) Foto: Estefan Radovicz/Agência O Dia/Estadão Conteúdo

    Paula Martini, da CNN Brasil, no Rio de Janeiro

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    O advogado Márcio Albuquerque afirmou à CNN que a família de Alexandre Silva Lima e Maria Cristina Soares não descarta pedir uma indenização ao jogador Marcinho. O casal de professores morreu após ser atropelado pelo atleta na noite de 30 dezembro na Avenida Lúcio Costa, no Recreio dos Bandeirantes. De acordo com o defensor, os advogados de Marcinho pediram uma reunião com a defesa das vítimas antes que da entrada em qualquer ação indenizatória. A expectativa é que o encontro seja marcado ainda nesta segunda-feira (11). Possíveis valores ainda não foram apresentados ou discutidos pelas partes. A defesa das vítimas também aguarda que saia hoje ou amanhã (terça, 12) o resultado do laudo sobre a velocidade que o jogador dirigia na hora do acidente.

    “Juridicamente o laudo é bem importante. Ainda que ele não mude o indiciamento por homicídio culposo, ele importará para a denúncia que o Ministério Público irá apresentar contra o jogador”, explicou o advogado.

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    Em depoimento na delegacia, Marcinho afirmou que dirigia a 60km/h, mas testemunhas afirmaram que ele estava em alta velocidade. O delegado Alan Luxardo tem informou que há indícios de que ele dirigia acima da velocidade permitida.

    O atleta foi indiciado por duplo homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O delegado explicou que mesmo com a suposta alta velocidade o crime não pode ser considerado doloso.

    “O simples fato de dirigir embriagado ou em velocidade excessiva não, tecnicamente dizendo, torna o crime culposo em doloso. Para que haja um crime doloso pelo dolo eventual precisa da assunção do risco resultado morte, ele prevê que pode ocorrer o resultado morte e não ligar se esse fato ocorrer ou não”, justificou à CNN.

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