Feirantes mudam hábitos para enfrentar o novo coronavírus

Prefeitura determina distância mínima entre barracas, proíbe consumo de comida e bebida nos locais e recomenda que alimentos sejam embalados

Feirante na região da Avenida Paulista criou 'área de isolamento' na frente de sua barraca
Feirante na região da Avenida Paulista criou 'área de isolamento' na frente de sua barraca Foto: Carolina Abelin/ CNN Brasil

Carolina Abelin

da CNN, em São Paulo

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As feiras livres de São Paulo também sofrem alterações durante a quarentena para evitar a disseminação do novo coronavírus, com medidas decretas pela prefeitura por meio do Departamento de Abastecimento.

São três mudanças principais: distância mínima de um metro entre as barracas, proibição do consumo de bebidas e comidas no local e recomendação de que os alimentos estejam embalados.

Segundo os feirantes da Alameda Fernão Cardim, na região da Avenida Paulista, nenhuma orientação foi passada. O uso do álcool em gel e o distanciamento entre os clientes foram iniciativas deles, que estão atentos às notícias.

Para o feirante Rui Dias, o movimento ainda é considerado normal. “Aqui é sempre calmo, nunca tem muita gente junto. Eles vão vindo aos poucos”.

A orientação para os clientes é redobrar a atenção com a higienização dos alimentos. A reportagem conversou com o infectologista Marcelo Otsuka, da Sociedade Brasileira de Infectologia. O médico diz que “qualquer produto in natura pode conter o vírus, mesmo não sabendo se esse vírus, apesar de ativo, tem capacidade infectante”.

Para lavar frutas, legumes e verduras ele recomenda o uso de hipoclorito de sódio.

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